CM+ | simples e completo //

Destaques

Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida

NAO-FACO-MENOR-IDEIA-DESTAQ

 

A COLUNISTA ASSISTIU AO FILME A CONVITE DA DISTRIBUIDORA.

Clara (a atriz e cantora Clarice Falcão) é uma menina que, como informa o título do longa, não sabe o que fazer com sua vida.
Ela tem um namorado pelo qual não parece ser muito apaixonada e cursa uma faculdade particular de Medicina que fica em um shopping. Muito confusa, a menina resolve matar aulas num boliche.
Assim ela conhece Guilherme (Rodrigo Pandolfo), um rapaz que a ajuda a descobrir qual é o seu talento e o que realmente quer da vida. Usando métodos diferenciados, os dois embarcam em diversas aventuras.

Clara mora com seu pai (Nelson Freitas) e sua mãe (Bianca Byington), que eram divorciados mas resolveram voltar a viver juntos.
Toda a sua família trabalha na área médica, e ela se sente pressionada para seguir a mesma carreira.
Enquanto tenta dar um rumo em sua vida, ela conversa com cada um de seus tios para tentar entendê-los, e de, alguma forma, entender a si mesma. Então entram em cena os ótimos Alexandre Nero, Gregório Duvivier, Kiko Mascarenhas e Augusto Madeira, enquanto Daniel Filho atua como seu avô.

O menino prodígio do cinema Matheus Souza (do excelente ‘Apenas o Fim’) assina o roteiro e cuida da direção do longa.
Com uma história fofa e uma personagem indie, conectada e consumista, Matheus dá seu recado de forma direta, mas ao mesmo tempo suave – e sem precisar gastar rios de dinheiro (o custo total do longa foi de aproximadamente 20 mil reais).
Adolescentes e fãs do cinema nacional vão se identificar com o drama da personagem principal, que parece ter sido feita para Clarice.

 

Cotação: Bom

Harry Potter vai virar peça de teatro!

J.K. Rowling anunciou a novidade no Facebook

Capas-dos-livros-de-Harry-Potter-em-gifs-animados 

Depois de anunciar um novo filme sobre o universo de Harry Potter, J.K. Rowling, autora da saga do bruxo, fez um grande anuncio para os fãs na manhã desta sexta-feira, 20: ela irá produzir uma peça baseada nos livros!

De acordo com o comunicado, publicado na página do Facebook da autora, ela vai se juntar aos produtores teatrais Sonia Friedman e Colin Callender para criar a peça.

“Nos últimos anos, fui abordada uma série de vezes para transformar Harry Potter em uma produção teatral, mas a visão de Sonia e Colin é a única que realmente fez sentido para mim, e que teve a sensibilidade, intensidade e intimidade apropriada para levar a história de Harry aos palcos”, afirmou Rowling.

“Depois de um ano de planejamento, é animador ver esse projeto caminhando para a próxima fase. Eu gostaria de agradecer à Warner Bros. por continuar apoiando esse projeto”, continuou ela.

Ainda segundo o comunicado, a peça vai começar a ser produzida em 2014 e vai explorar a história de Harry antes de Hogwarts, quando ele morava com os tios em um quartinho embaixo da escada.
Porém, infelizmente, a peça será feita apenas para os teatros do Reino Unido.

“Com alguns dos nossos personagens favoritos dos livros Harry Potter, esse novo trabalho vai oferecer uma visão única do coração e da mente do agora legendário jovem bruxo. Um menino aparentemente normal, mas para quem o destino tinha grande planos”, diz o comunicado.

O Hobbit: A Desolação de Smaug

O-Hobbit-A-Desolação-de-Smaug-660x330

A COLUNISTA ASSISTIU AO FILME A CONVITE DA DISTRIBUIDORA.

Continuação de ‘O Hobbit’, que estreou nos cinemas em dezembro de 2012, ‘O Hobbit  – A Desolação de Smaug’ mostra a saga de Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) e os anões Nori, Fili, Dori, Bofur, Gloin,  Dwalin, Thorin Escudo de Carvalho, Oin, Bombur, Bifur, Ori e Kili, que precisam recuperar a pedra Arken.

O grande problema é que a pedra está sendo guardada pelo temido dragão Smaug na Montanha Solitária. Para isso, eles deverão invadir o local e roubar a preciosidade.
Os aventureiros pensam que poderão contar com a ajuda de Gandalf, o Cinzento (Ian McKellen),mas ele parte sozinho logo no início da trama.Então, eles são liderados por Thorin, que se mostra um excelente estrategista.

A trama é bem ágil e surpreendente. A cada cena, uma novidade: os pequenos precisam fugir de Orcs e elfos; são jogados dentro de barris de vinho e enfrentam águas nem um pouco pacíficas e depois precisam confiar em um barqueiro, Bard (Luke Evans), que desconfia das reais intenções do grupo.

O dragão Smaug (voz de Benedict Cumberbatch) demora a entrar em cena, mas quando aparece, dá um show.
O sotaque incrível do ator transfere o grau de cinismo ideal ao personagem, maldoso, esperto e muito, muito vingativo.

Em quase 3 horas, o filme, que é um dos melhores do ano, indica que Peter Jackson está no caminho certo.
Depois de dirigir o excelente ‘Um olhar do paraíso’ e produzir ‘Distrito 9’, o neo zeolandês conseguiu manter o alto nível de trabalho, comandando um elenco enorme e muitas cenas de ação.
Duas das grandes surpresas da trama são os personagens Legolas (Orlando Bloom) e Tauriel (Evangeline Lilly).
Quem esperava pequenas ‘pontas de luxo’ por parte dos atores irá gostar bastante da trama envolvendo os dois.
Embora algumas cenas sejam extremamente longas, o filme agrada e promete o que cumpre: entretenimento de boa qualidade para as férias.

Cotação: Muito bom
Ideal para: pessoas que querem se divertir; fãs de Tolkien; pessoas que assistiram o primeiro filme da saga; pais com filhos maiores de 10 anos

‘X-Men continuará em 2016’, diz Bryan Singer

still-of-bryan-singer-in-x-men

 

Foi via Twitter que Bryan Singer provocou os fãs com a ideia de uma sequela para X-Men já para 2016.

O realizador dos dois primeiros filmes e de X-Men: Days of Future Past (estreia no próximo verão) anunciou também que o vilão seria Apocalypse, um mutante gigante com milhares de anos de existência.

No entanto, é o tweet bastante tétrico – e certamente condicionado ao sucesso de X-Men: Days of Future Past, o qual parece garantido.

 

iPad Air e Mini chegam ao Brasil nesta sexta-feira

ipad-air-and-mini

O iPad Air, nova versão do tablet da Apple, começa a ser vendido no Brasil nesta sexta-feira. O produto, com tela de 9,7 polegadas, chegará às lojas de varejo, como Extra, Fnac e Ponto Frio, e às revendas autorizadas da Apple em todo o país. Simultaneamente, a Apple lança o iPad Mini, de 7,9 polegadas, com tela Retina, que oferece maior resolução. A Apple confirmou oficialmente a chegada dos novos produtos ao Brasil.

Em sua nova versão, o iPad Air tem design mais parecido com o do iPad Mini. Segundo a Apple, além das laterais mais estreitas, o tablet também ficou 20% mais leve do que a versão anterior. Na parte interna, o novo chip A7, o mesmo utilizado no iPhone 5S, dobrou a velocidade de processamento em relação ao modelo anterior.

No caso do iPad Mini, a principal melhoria é a tela Retina, que oferece resolução de 2.048 x 1.536 pixels, significativamente maior que a oferecida pela tela do primeiro iPad Mini, de 1.024 x 768 pixels. O produto também recebeu a nova versão do processador da Apple.

Nos Estados Unidos, a Apple vende a versão básica do iPad Air (com 16 GB de memória e conexão Wi-Fi) por 499 dólares (cerca de 1.180 reais). O produto está disponível em outras versões com até 128 GB de memória e também com conexão 3G/4G. O iPad Mini com tela Retina tem preço a partir de 399 dólares (940 reais) nos Estados Unidos.
Até o momento, não há confirmação do preço dos produtos para o Brasil.

air_retina_mini_hero

 Fonte: VEJA

Azul é a cor mais quente

adele______

A COLUNISTA ASSISTIU AO FILME A CONVITE DA DISTRIBUIDORA.

 

Cercado de polêmicas, ‘Azul é a cor mais quente’ é um filme interessante.
A trama mostra a vida da jovem Adèle (a francesa Adèle Exarchopoulos). Adèle tem 17 anos no início da trama  e após algumas decepções amorosas se encanta com a jovem Emma (Léa Seydoux). Elas iniciam, então, um relacionamento que irá mudar para sempre a vida de Adèle.

Emma é mais velha, se veste como um menino, estuda Belas Artes, é bem resolvida em relação a sua sexualidade, enquanto Adèle é só uma menina que quer ser professora, estuda Literatura no colégio e está amadurecendo em relação a seus sentimentos.
Emma termina com sua namorada de quase 2 anos para ficar com Adèle, porém, o relacionamento delas não é o mais tranquilo do mundo.

O amor existente entre as duas, embora possa não parecer em alguns momentos, é verdadeiro. A trama então nos leva para uma outra direção, mostrando as dificuldades, os erros, as dúvidas, as brigas, o ciúme e outros sentimentos que podem ser problemáticos para um relacionamento. Tudo isso é mostrado através de Adèle e suas (muitas) cenas de choro.

As cenas de sexo são longas e um tanto desnecessárias. A passagem de tempo não é clara (só descobrimos em quanto tempo se passou a história no fim do filme). Mesmo assim, as atrizes Adèle e Emma são incríveis juntas.
Além de lindas, suas personagens são completamente opostas, o que faz com que o espectador entre nos universos de cada uma, se apegando e torcendo por um final bacana.

A diferença de quase 10 anos entre as atrizes não é problema. Léa parece uma adolescente quando aparece com seus cabelos repicados e azuis. Ela é muito carismática e ilumina a tela.
Baseado na HQ  “Le Bleu est une couleur chaude”, de Julie Maroh, o filme foi dirigido pelo tunisiano Abdellatif Kechiche.

 

Cotação: Bom

*Leia mais uma resenha clicando aqui.

 

image Os ‘soteropaulistanos’ da Vivendo do Ócio

A banda Vivendo do Ócio está aqui para provar que o rock está mais do que vivo no Brasil. Leia nossa entrevista exclusiva com a banda!

3 perguntas para…. Jérémie Laheurte

tumblr_lmhji3s_JEREMIE

O ator francês Jérémie Laheurte esteve no Rio de Janeiro neste sábado (30) para participar da coletiva de imprensa  do filme ‘Azul é a cor mais quente’.

Ele respondeu a 3 perguntas feitas exclusivamente pelo Cinema e Muito +.
Confira:

Para você, o que foi mais interessante nesse projeto?
Descobri um novo jeito de trabalhar. Com  Abdellatif (Kechiche, diretor), tive a oportunidade de atuar conforme meus sentimentos, sem pensar muito. Todos os atores estavam envolvidos em contar uma boa história, e as coisas precisam ser simples e bem feitas. Acho que esse foi o maior aprendizado.

Quais são seus cineastas franceses preferidos?
 Abdellatif e François Ozon.

Você já tem muitos planos para 2014?
Sim, estou procurando novos projetos, de preferência no cinema. Também pretendo parar de fumar (risos).

 

 

tumblr_mtqmioepCi1qiglx9o1_500
Jérémie e sua namorada, Adèle Exarchopoulos

 

Ensinamentos do Pequeno Príncipe sobre o comportamento humano

Desenho-de-O-Pequeno-Principe3

 

Um dos livros que mais me trouxe mensagens e reflexões sobre a relação com o amor e a relação com o mundo, de uma forma simples e contemplativa, e que certamente várias pessoas já o leram – e se você não o leu, faça-o logo!
Trata-se de uma história de aventuras e dilemas de um jovem príncipe e sua conturbada relação com sua rosa, que ele descreve como sendo bem envolvente e ao mesmo tempo contraditória.

Meu intuito aqui não é necessariamente a relação que o pequeno príncipe estabelecia com a sua rosa – que até certo ponto é uma relação platônica e cheia de conflitos-, mas pensar sobre a busca que ele fez ao visitar os diversos planetas, e seus consequentes aprendizados.

Por diversos motivos que não caberiam explicar neste texto, o pequeno príncipe saiu em uma jornada para se instruir, e certamente buscar esclarecimentos para várias de suas dúvidas. A partir de então ele visitou diversos “asteroides” – que posteriormente ele chamou de planetas e que em nossa compreensão era um lugar que viviam outros seres, apenas um para cada planeta, na verdade.
O entendimento que tenho sobre os planetas é que eles são, em nossa realidade humana, um mundo segregado que as pessoas constroem para viver e acabam se esquecendo da naturalidade e dos benefícios da convivência com os pares.

Essa realidade implica também desafios, problemas e circunstâncias desconfortáveis, mas nem por isso não é prazeroso. É como na Fábula do Porco Espinho, onde aprender a conviver com as diferenças (espinhos) pode garantir um passaporte para momentos únicos e nossa vida (não é fácil, eu sei).
Para efeito de comparação com a realidade vivenciada por muitos de nós, seja na vida pessoal ou profissional, citarei alguns dos planetas visitados pelo príncipe construindo uma ponte para a nossa realidade:

Planeta habitado por um Rei: O Rei é sozinho no planeta até a chegada do príncipe. Mas como todo Rei que se preze, gosta de mandar, ditar comportamentos. Pessoas que tão simplesmente são acostumadas a dar ordens tem uma probabilidade de não saber recebê-las e de trabalhar em equipe.
O trabalho em equipe exige momento para falar e também momento para ouvir e, as pessoas com perfil como o do Rei podem até ouvir, mas dificilmente concordarão com o que será dito.

Planeta habitado por um vaidoso: O vaidoso em seu planeta vibra com a chegada do príncipe, que ele entende ser um “admirador”. Pessoas assim gostam de se sentir contempladas pelo próximo e só ouvem os elogios.
Quando criticadas, fingem que não ouvem ou mudam para um assunto que diz respeito a elas mesmas.

Planeta habitado pelo empresário: O empresário buscava só se focar em contar e contar as estrelas, afirmando ser um sujeito sério que não se preocupava com “futilidades”. Pessoas assim podem ser consideradas Workaholic (viciadas em trabalho), e sempre estão em busca de resultados e lucros – como se a vida dependesse disso.
Há uma forte tendência para a estafa e para a perda do sentido do trabalho, bem como da vida social, tão importante para oxigenar as ideias!

Planeta habitado pelo acendedor de lampiões: Quando perguntado por que acabara de apagar o lampião, respondeu objetivamente: é o regulamento! Quantas pessoas ficam presas a regulamentos e a regras, seja por não questionarem, seja por que alguém lhe disse que é assim para fazer?
Indivíduos com a lógica do acendedor de lampiões afirmam que as coisas não têm solução, ou que a solução é seguir o dito “regulamento”, e muitas vezes se sentem presos em suas atividades, com a consciência de que as tarefas são terríveis. É o seu perfil?

Planeta habitado pelo geógrafo: O geógrafo afirma que não é um “explorador”. Hoje também não é diferente: pessoas que não se aventuram e não buscam novas oportunidades de crescimento, novas experiências sociais.
Tristes são aqueles que apenas ficam imaginando as coisas, lugares e sensações… que desejam ganhar na loteria, mas não jogam, que desejam um grande amor, mas não se permitem amadurecer nos pequenos amores e nas constantes situações da nossa vida.

Espero que você não tenha nenhum destes perfis e, mesmo se tiver, existem escolhas a serem realizadas. Conviver implica “viver em comum”, “ter convivência com” e “relacionar-se”. Bem, e o que muitas pessoas estão fazendo nos dias de hoje?
Criando um mundo particular, como tinha falado antes, e negando a si a possibilidade de aprendizado, reconstrução e ousadia.

Vamos pensar: “Não coma a vida com garfo e faca. Lambuze-se”. (Mário Quintana)

 

Via