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image Mil Vezes Boa Noite

Filme do diretor Erik Poppe, que conta a história de Rebecca (Juliette Binoche), fotógrafa de guerra que se vê diante da escolha: sua família ou sua profissão.

image Yo Soy Sola

O filme argentino Yo Soy Sola de 2008, da diretora Tatiana Merenuk é uma comédia dramática sobre a vida da mulher moderna.

image A Memória que Me Contam

O filme de 2012, A Memória que Me Contam de Lúcia Murat, retoma o período da ditadura militar através da história da guerrilheira Ana (Simone Spoladore).

image Com a Graça de Deus

O filme italiano Com a Graça de Deus (In Grazia di Dio, no seu título original) do diretor Edoardo Winspeare, exibido no Festival do Rio 2014, conta a historia de uma família com quatro mulheres.

image Um Belo Domingo

Um Belo Domingo, o novo romance da diretora Nicole Garcia conta a história de um “domingo chave” na vida de Baptiste, Sandra e Mathias.

De Menor

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O filme segue uma tendência contemporânea do cinema nacional, com muitas cenas silenciosas, típico de certos filmes franceses, misturado com o nosso velho drama baseado no retrato social do Brasil, na pobreza e na criminalidade. A diferença aqui é que isso é feito de forma bela e poética, nas entrelinhas. A diretora e roteirista Caru Alves de Souza soube tratar assuntos delicados de uma forma muito sutil, e não foi à toa que “De Menor” ganhou o Troféu Redentor no Festival do Rio do ano passado, junto com o aclamado “O Lobo Atrás da Porta”.

“De Menor” põe em foco uma temática polêmica e que nunca deixa de ser atual, os menores infratores, relacionando a isso os problemas familiares e a ausência dos pais na vida desses jovens.

Helena é uma advogada que trabalha na defesa de menores, em seus julgamentos no Fórum de Santos. Ela mora com Caio, seu irmão mais novo. A relação de Helena e Caio é forte. Os dois são como dois lados de uma mesma pessoa, tamanha é sua proximidade e dependência um do outro, ao mesmo tempo em que possuem uma diferença gritante no que tange a distinção entre o certo e o errado. Caru trabalhou muito bem essa dualidade, fazendo uma metáfora sobre a nossa sociedade atual através de dois personagens que são irmãos, habitam a mesma casa mas escolhem destinos totalmente diferentes. Helena se coloca no topo da sociedade, tanto pela profissão escolhida, como pelo posicionamento diante da vida. Caio tem nas mãos a opção de um destino diferente daqueles jovens que passam todos os dias pelo Fórum em que Helena trabalha, mas decide ficar à margem e acaba tendo que lidar com o peso de suas escolhas.

A fotografia leve do filme acompanha essa maneira delicada de tratar o assunto em questão, o que funciona muito bem e suaviza o melodrama. A diretora retratou uma história de perda e violência sem apelar, nos olhares longos é como se enxergássemos a alma de cada personagem, seus sentimentos, de modo que em muitas cenas a história fica subentendida. Todos os elementos do filme contribuem para a criação dessa atmosfera: o uso de cenas sem tanto diálogo, com olhares e gestos em foco, close-ups, tudo bem intimista, as lágrimas salgadas como o mar que aparece tantas vezes ao longo do filme, e a câmera que acompanha Helena o tempo todo, seguindo-a por trás, desde as suas primeiras cenas.

No fim, o resultado foi essa obra rara e com uma profundidade ímpar. Ficou doce mesmo se tratando de um assunto pesado. Não há como negar a contribuição dos dois protagonistas que interagiram belamente, Rita Batata no papel de Helena, de feições muito delicadas, consegue transmitir a força interior de sua personagem através do olhar, assim como seus medos e angústias e o peso de levar uma vida baseada em lidar com a desesperança diariamente. E Giovanni Gallo estreando no cinema como Caio, demonstrou a rebeldia característica dos jovens, mas também o carinho que sente pela irmã que o cria.

É um filme sobre amor e cuidado. Mas também é sobre tentar dar o seu melhor por alguém e se decepcionar, muito mais com a si mesmo. E ainda deixa a questão: Até que ponto em uma sociedade tão desigual, deve-se culpar apenas o autor do crime?

image Hélio Oiticica- O Filme

O documentário do diretor César Oiticica Filho, sobrinho de Hélio, é um rico quebra-cabeça de imagens e vídeos, históricos, experimentais, entrevistas, da vida de Hélio.

image O Homem das Multidões

O filme, dos diretores Cao Guimarães e Marcelo Gomes, retrata um drama moderno: a solidão em meio à grande cidade. A história se passa em Belo Horizonte, mas poderia tranquilamente ser qualquer megalópole lotada, um paradoxo da impessoalidade.

image Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho

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A comédia romântica argentina “Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho” escrita e dirigida por Marcos Carnevale, é estrelada por Julieta Díaz ( que viveu Eva Perón no filme Juan e Evita- Uma História de Amor) interpretando a advogada Ivana, e Guillermo Francella (que fez O Segredo dos Seus Olhos) dando vida ao protagonista León, um rico arquiteto, que da origem ao seu título original: “Corazón de León”.

Os dois se conhecem de forma inusitada, ela perde o telefone celular e ele o encontra na rua. Assim acontece o primeiro contato telefônico, que culmina em um encontro no qual ela fica desconfortável e chocada com a condição dele, que é anão. Não fosse por esse detalhe seria apenas mais uma comédia água com açúcar. Ivana se deixa envolver pelo carismático e cavalheiro León, nascendo um romance divertido entre os dois. Os atores interagem muito bem em cena e sustentam o filme de forma crucial.

O que exalta a temática do filme o tempo todo são os enquadramentos e takes, que salientam a diferença de tamanho entre eles. Ao filmá-los sentados, os pés de León nunca alcançam o chão e ficam balançando no ar, em outra cena León em pé conversa com Ivana sentada, ambos ficam na mesma altura.

O fato do diretor ter optado por chamar um ator de estatura normal para fazer o papel de um anão causa certo estranhamento. Guillermo é bem conhecido na Argentina, mas até mesmo para aqueles que não se lembram dele de outros filmes, ficam com a pulga atrás da orelha ao assistir as cenas com efeitos especiais. Em muitas delas fica claro que aquele homem teve seu tamanho alterado digitalmente, o que ainda faz Julieta parecer maior do que ela realmente é.

Se a intenção do diretor foi trazer à tona um assunto polêmico e delicado, que é o preconceito que os anões sofrem na sociedade, fica a questão do por quê não ter chamado um ator anão. O que sem dúvidas teria contribuído muito para a veracidade das imagens, como também para a narrativa em si.

Mesmo assim, é válida a mensagem que o filme passa e chama atenção para um situação que muitas vezes não recebe muita, que é a discriminação dos anões e o fato de se tornarem alvos de chacota. O diretor faz isso através de uma história de amor leve e com uma bela pitada de comicidade, que tem como ponto de partida a dificuldade de Ivana em aceitar a condição dele, por sentir vergonha e medo do que as pessoas vão pensar ao vê-la com um anão. E deixando de lado toda a atenção que é reservada a essa crise durante o filme, vale a pena ver como ele lida com sua condição e a aceita muito bem, dando um show sobre como se amar acima de todas as coisas. No final das contas, o amor próprio é aquele que realmente não tem tamanho, não importando se é baixo, alto, magro ou gordo. O julgamento alheio já é desanimador o suficiente, então para que não nos incentivar e permitir que sejamos felizes da forma como viemos ao mundo? León não se sente à margem da sociedade, e deixa o encorajamento, que no amor ou nas dificuldades diárias nós conquistamos aquilo que acreditamos sermos capazes.

image Praia do Futuro

O mar azul e infinito, começa a história entre Konrad, interpretado pelo alemão Clemens Schick, e Donato, por Wagner Moura. O primeiro se afoga nas ondas revoltas do mar da Praia do Futuro, enquanto o outro aparece para salvá-lo.