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Rota de Fuga

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Você já viu Prision Break? Então você vai lembrar bastante, pois é bem parecido com um pouco menos de enrolação e sem tatuagens.

Sylvester Stallone é Ray Breslin; um especialista em descobrir falhas em presídios que presta esse peculiar serviço para o governo. Em um novo trabalho ele é mandado para uma prisão particular “clandestina” (por não ter autorização e supervisão do governo) para descobrir suas falhas, mas algo dá errado e Ray fica preso sem uma forma de sair, caso não haja falhas na segurança.

Apesar de ter Stallone, Arnold Schwarzenegger, 50 cent e Jim Caviezel no elenco, Rota de Fuga não é um filme de ação desenfreada à lá Mercenários, pelo contrário, boa parte do filme se passa em diálogos e cenas de silêncio observativo – não que isso tenha favorecido as poucas expressões faciais de Stallone, entretanto, havia pouca necessidade de drama (mesmo nas cenas de reflexão e nos diálogos) pois, os conflito entre os personagens se resumiam em ameaças físicas ou psicológicas e “planos de fuga”. Não há drama nenhum no filme! \o/

Caviezel é o único que se esforça um pouco pra manter o personagem de Willard Hobbes, o diretor do presídio, como um homem sério e sem escrúpulos. Suas falas sempre carregam um ar sádico e sombrio, mas nem chega a se envolver tanto nas cenas de ação – o que lamento bastante, quem assiste Person of Interest sabe o potencial de ação que o ator possui.

Já Schwarzenegger está impagável! O personagem durão e inteligente ao mesmo tempo lhe caiu perfeitamente.

Uma ótima cena tem Ray tentando descobrir onde estão presos e pede que Rottmayer (Schwarzenegger) faça uma distração. Schws está na solitária e começa a falar loucamente em alemão, ao ponto de até rezar o Pai Nosso e amaldiçoar Hobbes em seu delírio fingido. Essa cena valeu pelo filme inteiro!

As poucas cenas de ação que existem no filme são bem orquestradas. Destaque para as sacadas cômicas presentes em todos os filmes que Schwarzenegger tem participado desde sua volta aos cinemas.

Schws e Stallone não forçam a barra se passando por novinhos ou “super homens”, um sinal de maturidade? Aceitação da velhice?

Desde Último Desafio, primeiro filme de Schws depois que deixou de ser governador, ele só tem feito papéis que condizem com a sua idade, mas isso não quer dizer uma diminuição drástica das brigas ou cenas de ação.

Em Rota de Fuga, poucas foram as cenas em que reparei dublês em seu personagem ou no de Stallone. O que tem acontecido é a aceitação de personagens mais velhos em roteiros e a adaptação deles para os grandes astros da ação que ainda estão ativos como Harrison Ford, Bruce Willis e outros.

É um filme agradável. Ao unir duas lendas vivas dos filmes de ação há uma pré-disposição à empatia do público, apesar da falta de profundidade dos personagens.

O filme é bom porque você não espera muita coisa em termos de atuação ou roteiro, mas não vá com expectativa de ver Rambo ou Exterminador do Futuro, muito menos de ver Alcatraz. Vá sem grandes expectativas e seja feliz!

Não recomendado para menores de 14 anos.

Sem dor, Sem ganhos (Pain e Gain)

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O novo filme do diretor de Transformers é um pouco diferente do padrão “Michael Bay” de destruição em massa, mas as câmeras lentas e o humor de ação ainda estão lá.

Pain e Gain (Sem dor, Sem ganhos, em português) conta a história real de dois caras normais que adoram malhar e que decidem aplicar um golpe que envolve sequestro e roubo pra mudar de vida. Daniel Lugo (Mark Wahlberg) e Adrian Doorbal (Anthony Mackie) bolam um plano e chamam Paul Doyle (Dwayne Johnson) pra ajudar a executá-lo.

Michael Bay – acostumado a gastar milhões com câmeras, destruições e efeitos visuais – dessa vez utiliza go pros e 5Ds de forma interessante. A direção das cenas de ação usando essas câmeras ficou bem suave e não chega nem perto do incômodo visual de Transformers (qualquer um da franquia). Apesar disso, são raras as cenas de ação do filme, ele é basicamente sobre os dramas dos personagens e as consequências do roubo – nem por isso o filme perde o ritmo e fica monótono, graças às boas atuações (de Mark Wahlberg principalmente).

Não, não é um filme sobre fisiculturismo e você não vai sair do cinema com vontade de marombar. Mesmo assim Dwayne Johnson está parecendo um Hulk latino! Wahlberg também não envergonha e mostra que está em dia com a academia; seu personagem carrega todo o primeiro ato do filme sozinho com monólogos introspectivos e sendo o “cérebro” da equipe.

Pain & Gain acerta ao não se levar a sério. Não é um filme dramático, não é um filme de ação, não é um filme de comédia. É uma mistura de tudo me fazendo lembrar (levemente) de Pulp Fiction. Ele apresenta a história de três personagens reais e suas peculiaridades e idiotices (sim, eles fazem muitas idiotices) a ponto de, no final do filme, não sabermos se gostamos deles ou não. É um filme divertido e ponto. Sem muito mais pretenções, boas atuações para personagens medianos e não muito explorados.

Cotação: Mediano – 2,5 estrelas

Ficha técnica:

Estreia: 23 de agosto de 2013 (2h 10min) Direção: Michael Bay Elenco: Mark Wahlberg, Dwayne Johnson, Ed Harris, Anthony Mackie, Tony Shalhoub, Rob Corddry , Ken Jeong, Rebel Wilson Roteiristas: Christopher Markus, Stephen McFeely