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Resenhas de filmes

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Spike Jonze apresenta um trabalho lindo e melancólico. Confira

image Lola

Um filme para fãs de Miley Cyrus.

O Lobo de Wall Street

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Polêmico e politicamente incorreto, ‘O Lobo de Wall Street’  foi, desde o início, um projeto grandioso.
Martin Scorsese, o gênio por trás dos sucessos ‘Touro Indomável’ e ‘Gangues de Nova Iorque’, apostou na história de Jordan Belfort, um jovem corretor da bolsa de valores que vende ações que estão fora do pregão.

Com apenas um telefonema, muita paciência  e um poder de convencimento absurdo, Jordan fazia com que diversas pessoas, todos os dias, comprassem ações de empresas pequenas, desconhecidas, e com pouquíssimas chances de sucesso. Junto com alguns amigos de infância, criou a  Stratton Oakmont, que cresceu rapidamente e ganhou espaço em Wall Street.

Numa vida desregrada, cheia de drogas, mulheres, traições, puxadas de tapete e dinheiro, muito dinheiro, Jordan se perdeu. 
As (muitas) cenas de sexo, bebidas, festas e glamour sugerem um mundo particular, em que apenas alguns são convidados a conhecer – e poucos sobrevivem a ele.
O filme, que se passa em 6 anos, mostra a trajetória de Jordan desde seu início como corretor até o meado dos anos 90, quando cai em desgraça.

Leonardo DiCaprio, em seu melhor papel desde ‘Prenda-me se for capaz’, dá um show como o debochado e ganancioso Jordan.
Aos 39 anos, ele mostra fôlego  nas cenas ao lado de Margot Robbie, a atriz australiana que interpreta sua esposa, Naomi. O casal tem química e é lindo em cena.
Também no longa estão Jonah Hill, Matthew McConaughey (part. especial), Kyle Chandler, Jon Favreau e o francês Jean Dujardin.
O longa é baseado no livro de mesmo nome, publicado no Brasil pela editora Planeta. DiCaprio também atuou como produtor do filme.

 

Cotação: Muito bom

Ideal para: fãs de Scorsese; fãs de DiCaprio; pessoas que gostam de dramas; 

Muita Calma Nessa Hora 2

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A COLUNISTA ASSISTIU AO FILME A CONVITE DA DISTRIBUIDORA.

Embora não seja o filme nacional mais engraçado dos últimos anos, ‘Muita Calma Nessa Hora 2’ tem lá seus méritos.
Numa trama que reúne um elenco jovem e piadas prontas, o público volta a se encontrar com as personagens Estrela (Débora Lamm), Aninha (Fernanda Souza), Tita (Andreia Horta) e Mari (Giane Albertoni).

Após 3 anos, Tita e Mari resolveram mudar: Tita passou um tempo em Londres, onde foi garçonete e fez um curso de fotografia e Mari agora trabalha na produção de um grande festival, chamado Som do Rio. As coisas não mudaram muito para Aninha e Estrela: a primeira continua indecisa e Estrela mantém seu jeito esquisito, largadão e zen.
A trama se passa em dois locais, basicamente: o festival e o hotel de Pablo (Nelson Freitas), onde Estrela está morando.
No hotel estão hospedados um fã do ‘Chiclete com Banana’ muito louco interpretado por Lucio Mauro Filho e um gangster interpretado pelo ‘CQC’ Marco Luque.
Na loucura do festival, Mari precisa dar atenção para as amigas e também conter o gênio do sertanejo Renan (Bruno Mazzeo, sempre ótimo) e fugir das cantadas do ‘cantor-e-filósofo’ Neco (Rafael Infante).
Entre muitas participações especiais, estão incluídos Heloísa Périssé, Luis Lobianco, Marcelo Tas, Hélio de la Peña, Alexandra Richter, Paulo Silvino e Nizo Netto. Daniel Filho interpreta o pai de Tita, um idoso carrasco que não aceita a vida ‘despreocupada’ que sua filha leva; Alexandre Nero é Casé, o chefe estressado de Mari e Marcelo Adnet está de volta com seu personagem paulista.
O filme tem piadas prontas e muitas referências pop – o roteiro deixa claro que os personagens de Infante e Mazzeo são inspirados em cantores brasileiros famosos.
O melhor do filme, com certeza, são as cenas dos shows. Filmadas no Rio Centro e unidas a cenas de outros shows pelo Brasil, Felipe Joffily fez um trabalho bonito e que deu um resultado bom na tela, quase fazendo o espectador crer que está num show de verdade.
Com uma trama que destoa totalmente da primeira parte, filmada em 2010, ‘Muita Calma nessa Hora 2’ é um filme regular, mas que diverte, principalmente por causa das (muitas) participações especiais. Giane Albertoni melhorou muito como atriz, mas o destaque vai para Bruno Mazzeo como o sertanejo Renan. 
Cotação: Regular

Assista aqui o mega sucesso ‘Paracadá’, interpretado por Bruno Mazzeo

Confissões de Adolescente

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As irmãs adolescentes Tina (Sophia Abrahão), Bianca (Bella Camero), Alice (Malu Rodrigues) e Karina (Clara Tiezzi) estão passando por uma situação difícil.
O pai delas, Paulo (Cássio Gabus Mendes), não consegue mais sustentar o estilo de vida das quatro e ainda por cima pagar o aluguel do apartamento em que vivem.
Tenso com a situação, ele convoca as meninas para uma reunião e avisa: se elas não começarem a colaborar nas tarefas de casa, eles terão que se mudar.

Tina mora sozinha em Niterói, Rio de Janeiro, estuda Direito na Universidade Federal Fluminense e está com dificuldades para conseguir seu primeiro estágio. Como se não bastasse, seu namoro com o playboy Lucas (Hugo Bonemer) vai de mal a pior.
Sua irmã Alice anda com dificuldades para perder a virgindade com seu namorado Marcelo (Christian Monassa). A todo momento, algo impede o casal de ter privacidade e sossego.
Bianca faz uma nova amiga na escola, Juliana (Olívia Torres), que a faz repensar diversas questões. A caçula Karina é alvo da paixão de um fofo colega de classe, Felipe, e não sabe o que fazer.
Juntas, as irmãs enfrentam situações inusitadas e complicadas da adolescência.

O filme, que é baseado no livro de mesmo nome, escrito por Maria Mariana, foi dirigido por Daniel Filho (‘A Partilha’, ‘Se eu Fosse Você’) e Cris d’Amato. O roteiro ficou por conta do menino prodígio Matheus Souza (‘Apenas o Fim’ e ‘Eu não faço a menor ideia do que…’).
A trama é fofa e engraçadinha. As atrizes principais são excelentes e atuam de maneira leve, direta e sem afetações. Grande parte do elenco de apoio (amigos das protagonistas) atua ou já atuou em ‘Malhação’.
As tramas paralelas (bullying; busca por popularidade na escola; primeiro emprego; uso excessivo de redes sociais) funcionam, sem ter um tom chato ou didático.  As (poucas) cenas de sexo são românticas e não apelativas, caso raro se tratando de cinema nacional.
Fazem participações especiais os atores Deborah Secco, Caio Castro, Georgiana Góes, Daniele Valente e Thiago Lacerda.

Cotação: Bom

Ideal para: adolescentes; pessoas que assistem ‘Malhação’; pais com filhos adolescentes

Titãs – A vida até parece uma festa

Um documentário para quem é fã do rock nacional 🙂

Frozen

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A nova aventura musical da Disney conta com elementos conhecidos do público: personagens cativantes, músicas fofas e uma trama simples e bem elaborada.

A jovem princesa Anna perdeu seus pais e não pode contar com a ajuda da irmã mais velha, Elsa.
Elsa guarda um grande segredo, que pode colocar a vida de todos em seu pequeno condado em perigo. No dia da coroação de Elsa, que irá se tornar rainha,  as coisas começam a sair do controle.
Ela precisa fugir e se afastar de todos – mas isso não será fácil, pois Anna fará de tudo para reverter a situação.
Com a ajuda do bronco Kristoff, do boneco de neve encantado Olaf e da rena Swen, a jovem irá percorrer grandes distâncias e enfrentar tempestades de neve pra salvar a única família que lhe resta.

Entre músicas, romance e belas paisagens congeladas, ‘Frozen – Uma aventura congelante’ mostra o que a Disney faz de melhor: filmes completos e divertidos para toda a família.
O filme foi baseado no livro ”The Snow Queen”, de Hans Christian Andersen.

 

Cotação: Muito bom

Ideal para: pais com filhos pequenos; pessoas que gostam de filmes de animação

image Projeto X – Uma Festa Fora de Controle

Um filme para adolescentes, sobre adolescentes. Confira nosso texto.

O Riso dos Outros – O humor tem limites?

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O documentário conta com depoimentos de diversos humoristas, como Fabio Rabin, Rafinha Bastos, Danilo Gentili, Fernando Caruso, Ben Ludmer, Alyson Vilela, Maurício Meirelles e Marcela Leal; da atriz Mariana Armellini; do escritor Antônio Prata; dos cartunistas Arnaldo Branco, Laerte e André Dahmer, entre outros.

Eles discutem a patrulha do ‘politicamente correto’, a responsabilidade da piada e a censura do humorismo que ocorre no Brasil.
O político Jean Willys, por exemplo, levanta a bandeira de que não existe piada que não seja ofensiva quando direcionada a um homossexual e defende a ideia de que não é necessário ofender para fazer rir.
A atriz Mariana Armellini fala, em seu depoimento, que certas cenas de humor só são engraçadas pois ”ninguém morreu e a situação não aconteceu com você”.
Arnaldo Branco, roteirista e cartunista, revela que não acha graça em piadas que ofendem a opção sexual do outro.
André Dahmer fala, sucintamente, sobre a quebra de paradigmas do humor e Danilo Gentili fala sobre os alvos de suas piadas.

O filme de Pedro Arantes, que foi filmado em 2012, é muito interessante.
Os depoimentos de humoristas conhecidos são bacanas e mostram como a piada é enxergada por cada um deles.
O machismo e as brincadeiras de mal gosto com estereotipos batidos (o gordo, o negro, o anão, etc) também são analisados.
O cartunista Laerte é uma das surpresas do documentário. Seus depoimentos são lúcidos, inteligentes e nos fazem refletir.

 

O doc está disponível no YouTube e você pode assistir clicando aqui.
Cotação: Muito bom

Ideal para: pessoas que gostam de documentários; fãs do cinema nacional; pessoas que gostam de stand up comedy

 

image A filha do meu melhor amigo

Adam Brody merecia mais… 🙁 Leia nosso texto sobre o longa.