Crítica: ”Minha vida em Marte”

Doze anos depois de ”Os homens são de Marte… e é pra lá que eu vou!”, a atriz e roteirista Mônica Martelli volta aos palcos com sua nova ”dramédia”: o espetáculo ”Minha Vida em Marte”. A peça, dirigida por sua irmã Susana Garcia, traz de volta Fernanda, agora com 45 anos, à procura de respostas para a sobrevivência conjugal.

Espirituosa, a personagem tenta, de todas as maneiras, salvar seu casamento com o arquiteto Tom: faz terapia, inventa uma viagem pra serra fluminense, se esforça para ouvir mais o marido e ”trabalhar a relação”… mas parece que nada dá certo. Ao mesmo tempo desabafa com Beth, sua terapeuta. Fernanda fala muito e arma situações absurdas dentro da própria cabeça – as passagens em que a personagem vai para uma boate e depois reclama da ”bermuda cáqui” são sensacionais (sem spoilers aqui!).

Com texto fácil e direto, a peça diverte ao tratar do amor de uma mulher por sua família e por mostrar que nem sempre tudo é perfeito – e que tudo bem, a vida segue mesmo assim. Mônica fala quase sem parar durante mais de uma hora e segura bem o monólogo, que ao contrário do que parece, não é focado apenas em mulheres em busca do amor. A comediante faz uma peça para todos os gêneros e classes de forma brilhante e muito especial. ”Minha vida em Marte” é um programa que você não pode perder.

 

Cotação: Muito bom

 

Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, trabalha com redes sociais e produz conteúdo para web desde 2012. Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ''Coluna Clichê'' sobre os filmes que assiste no cinema e na TV.

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