Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses

DBZ-batalha-dos-deusesO colunista assistiu ao filme a convite da distribuidora

O desejo de todo fã é ter um pouco mais de seu ídolo. Acredito que foi esse o motivo que inspirou Akira Toriyama a escrever Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses. Isso nos leva a alguns pontos positivos do filme, e outros nem tanto, como a aparição de quase todos os personagens da saga Z inteira e o argumento um pouco “forçado” em cima de Goku. Logo no início do filme somos apresentados a Bills, o Deus da Destruição. Ele acorda de seu longo sono e lembra de ter sonhado com um Deus Super Sayadin, em busca desse deus, Bills vai a Terra à procura desse sayadin.

A história de A batalha dos Deuses se passa um pouco depois do fim da saga de Majin Boo. Goku está treinando no pequeníssimo planeta do sr Kaio e os outros personagens famosos do anime estão festejando o aniversário de Bulma na Corporação Cápsula. Os principais elementos da série são mantidos como os traços do desenho (melhorados via computação em alguns trechos) e o senso de humor (típico da saga original do mangá e um pouco esquecido na Z).

Para quem não sabe, há uma diferença fundamental entre animes e filmes (baseados em animes). Nas histórias de super heróis americanos, os filmes animados (geralmente) retratam histórias já contadas nas HQs. Já nos animes, os filmes são um complemento original para a série, por isso não é estranho que A Batalha dos Deuses seja o 18º filme animado da série Dragon Ball (contando a saga original e a Z).

A grande diferença desse filme para os outros filmes e o anime é o fato de não possuir nenhum vilões. Entenda o que eu disse: Bills, O Deus da Destruição não é mau em sua essência e em nenhum momento o filme nos leva a ter raiva dele como tivemos do Piccolo, Freeza, Cell, Majin Boo ou até mesmo do Vegeta em seu início. Bills é o que ele é: destruidor de mundos. Ok que ele tem um humor frágil, mas a narrativa não o coloca como um vilão e mas sim como um adversário muito poderoso.

Mas A Batalha dos Deuses cumpre sua função: entregar um pouco mais de Goku e do mundo Z criado por Akira. A maioria dos personagens amados pelo público aparecem no filme (apesar do foco ser sempre Goku e no deus Bills), inclusive gostei bastante do Vegeta do filme. Serei polêmico agora! Apesar de ter visto várias reclamações de fãs do personagem dizendo que ele não teve importância, pelo contrário, vejo o Vegeta desse filme como idêntico ao do final da luta com Boo: um homem que faz de tudo pra proteger a mulher que ama e seus amigos.

Sim, é compreensível a revolta de alguns fãs. O que alimentou Dragon Ball Z por tantos anos foi a existência de um antagonista cruel que quer sempre destruir a Terra (ou outro planeta) a qualquer custo e batalhas épicas sem fim.Dragon Ball faz falta, os fãs estão carentes de personagens tão carismáticos como Goku, Vegeta, Kuririn, Mestre Kame e vilões irredutíveis como Freeza, Cell, Sayadins do mal, androides do mal, Piccolo do mal, Dabura, Majin Boo gordo, Majin Boo magro, Majin Boo pequeno etc, etc, etc. Um filme apenas não irá suprir a necessidade criada por Akira de uma história com tantas reviravoltas em que uma batalha pode durar semanas pra acabar (sem ser enjoativo igual naruto).

O que faltou? Nada. É impossível uma obra de 1 hora e 25 minutos ter o impacto que um anime como DBZ teve por anos. Mas não é difícil entender o que Akira quis (e fez) ao lançar esse filme – A batalha dos Deuses é um recado ao mundo dizendo que Dragon Ball ainda está vivo na mente do público; tem o poder de carregar uma imensidão de fãs aos cinemas como foi visto no Japão (e não duvido que faça considerável sucesso por aqui também); e fez um complemento na história sugerindo uma abertura para novos caminhos narrativos: a existência de deuses e outros universos. Esse filme pode possibilitar uma nova temporada de anime, um novo mangá ou outros filmes, basta Akita Toriyama querer. Afinal, Goku lutou com um deus e ficou sabendo que há vários outros, você acha que ele vai ficar parado?

Influenciador digital, consultor de Cinema, TV e Web, crítico de cinema, editor de vídeos e revisor de textos.

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  • Leonardo Nazareth

    Quero assistir logo! :/