Ele quer tudo! Saiba mais sobre a carreira de Christian Figueiredo

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“Muito loko”. “Loko”. “Acho que vai ser bem loko”Christian Figueiredo claramente tem um adjetivo favorito. E não é nenhuma surpresa, afinal, “Eu Fico Loko” é o nome do seu canal no YouTube e que tem mais de 5 milhões de inscritos. Em entrevista, ele falou do filme sobre sua vida que chega aos cinemas em 2017 e a estreia do seu quadro no “Fantástico”, no próximo dia 22 de maio.

O jovem de 21 anos é um dos maiores exemplos da nova geração de youtubers – embora produza vídeos na internet desde 2010. De Blumenau (SC), Christian virou webcelebridade falando de forma natural sobre seu dia a dia e conquistou o público adolescente na plataforma de vídeos online.

Agora, ele já começa a desbravar outras mídias: lançou dois livros no ano passado (“Eu Fico Loko – As Desaventuras de Um Adolescente Nada Convencional” e “Eu Fico Loko 2 – As Histórias que Tive Medo de Contar”), trabalha na adaptação do primeiro para os cinemas e se prepara para a estreia de seu quadro na televisão.

Christian faz questão de deixar claro que está no controle de todos os seus projetos atuais e afirma que não deixa ninguém trabalhar por ele. No seu filme, por exemplo, além de interpretar ele mesmo, também vai participar da escolha de casting e de todas as gravações. “No total, serão quatro ‘Christians’; um criança, de 12, 15 anos e eu mesmo fazendo a fase adulta. O ator principal será quem viver a fase dos 15 anos e não faço a mínima ainda de quem vai ser, não visualizo ninguém sendo eu mesmo. Vou ter que olhar e pensar: ‘Esse cara me representa'”.

Cheio de energia, o rapaz está bem empolgado com todas as novas experiências e ansioso para a estreia na Globo. “Tudo o que eu gosto de fazer, estou fazendo ao mesmo tempo. Eu tô pirando, mas pirando de um jeito bom. No ‘Fantástico’, eles adotaram meu formato do YouTube para a TV, vai ter câmera na mão e vou falar meu bordão [“E aí meus lokões e lokonas deste Brasil!”]. É uma inovação. Imagino o que vai pensar uma senhora de 70 anos que vai assistir [ao programa] e me ver gritando”, vibra.

Mas ainda sobra disposição para se arriscar mais. Além de planos para lançar um terceiro livro sobre a vida pós-YouTube, o jovem gostaria de se aventurar na ficção. “Ainda estou brincando, mas estou criando um enredo meio romance, um pouco John Green, mas numa pegada ficcional”. Christian revela também o desejo de fazer rádio. “Foi a única coisa que não fiz e uma das minhas vontades era cursar Rádio e TV. Era um sonho de moleque”.

Christian não tem uma graduação. Chegou a fazer Cinema, mas não estava curtindo e abandonou. Durante a pausa de seis meses para resolver a vida, o “Eu Fico Loko” estourou. Mas ele quer um diploma. “Vou esperar a poeira abaixar e focar em alguma coisa que eu realmente queria. Agora eu vivo tudo na prática, mas tô perdidão, surfando na onda, e sinto falta do teórico”.

Só que com um público entre 13 e 25 anos, o youtuber dificilmente passará despercebido em qualquer faculdade que estudar. Andar nas ruas, por exemplo, já é um desafio hoje em dia. “[O assédio] na rua é bem louco. Em shopping é complicado, o pessoal grita, vai em cima. Meu pai foi no lançamento do meu primeiro livro. Viu a multidão gritando, me abraçou emocionado e disse que estava orgulhoso de mim. ‘Parabéns, filho. Eu vi isso na minha época e era pelos Beatles que todos gritavam'”.

São mais de 2 milhões de seguidores no Facebook e no Twitter, além de inúmeros fãs clubes (no Instagram, ele segue 450 desses perfis). “Exige muita atenção, mas eu deixo claro que não ignoro, só estou na correria. E eles entendem”. Christian fala que nunca teve problema com fã, mas dá risada ao contar umas loucuras da galera. “Outro dia passei na frente de um colégio, uma menina me mordeu e saiu correndo gritando ‘Marquei o Christian Figueiredo!’. Às vezes descobrem meu endereço e acampam aqui na frente. Uma menina também já tentou pular o portão do prédio”, diverte-se.

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Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, trabalha com redes sociais e produz conteúdo para web desde 2012. Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ''Coluna Clichê'' sobre os filmes que assiste no cinema e na TV.

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