Festival do Rio 2016: Thaynara OG e o poder do kiu

Aos 24 anos, Thaynara é ”cria” do Snapchat. Natural do Maranhão, a jovem advogada largou a vida de concurseira para se dedicar ao Snap e ”influenciar” seguidores, fazendo brincadeiras com seu jeito irreverente, anunciando marcas, ganhando ”coisas grátis” e criando bordões como ”kiu!”, ”vencendo na vida” e ”não te faz de doida”. As viagens também são muitas, praticamente todas as semanas – para alegria dos seguidores, que se divertem que com as ”danadices” de Thay.

Em bate papo no Rio Market, hoje, 5/10, a simpática morena, chamada de ”rainha do Snapchat brasileiro”falou sobre bordões, fama, vida de celebridade, conteúdo, coisas grátis e mais.
Ela foi entrevistada por Rodolpho Rodrigo, o Rodpocket, tuiteiro e editor do site Sensacionalista. Confira um resumo:

thayyy

 

R: O que é ”kiu”?
Thay: É uma vaia, pra zoar. Todo mundo na minha família usa, é uma coisa nossa.

R: Quando você percebeu que estava famosa?
Thay: Quando as pessoas começaram a passar na frente do meu prédio gritando ”kiiiuuu!” (risos). Mas meu primeiro termômetro mesmo foi no meu primeiro evento, em Recife, e tinha muita gente no shopping, foi um tumulto.

R: Você é cria do Snap e está presente em todas as redes. Se considera uma celebridade?
Thay: Não, imagina (risos) Eu fiquei conhecida na internet, mas celebridade não sou não.

R: No snap você não tinha muita referência quando começou… como você criou o formato dos seus videos, com zoom e edições? Isso ajudou no seu sucesso?
Thay: O meu ”formato diferente” ajudou no sucesso sim. Criei uma programação, fiz os quadros, isso despertou o interesse. No início meu perfil era fechado, só pra amigos mesmo. Mas acho que o snap tem que ser espontâneo, não tem roteiro, é a realidade. As pessoas seguem muito quem elas gostam, se identificam, antes seguiam as blogueiras que idealizavam, você queria ser aquela pessoa. Hoje não, você segue quem parece com você, meus seguidores sabem que eu sou ”bagaceira” (risos). No Instagram, por exemplo, é muito mais montado e perfeito, no Snap não.

R: Você tem quadros famosos no seu snap, como o ”Thay responde” e o ”Coisas grátis”. Como começou o ”Coisas grátis”?
Thay: Começou com uma pizzaria na frente do meu prédio! Depois comecei a ganhar coisas de lojas na minha cidade, hoje recebo coisas de muitas marcas (na palestra ela estava com uma calça da Riachuelo, a última a enviar ”coisas grátis” para ela na última semana) e também de seguidores.

R: Como é o seu relacionamento com as marcas? Você faz qualquer patrocínio?
Thay: Não faço qualquer patrocínio, eu tenho uma equipe que me ajuda hoje, eles filtram os emails pra mim. Tem que ter identificação, credibilidade e ser acessível. Pra mim a marca tem que ter essas 3 características pra fazer uma ação comigo. Também preciso ter flexibilidade pra pensar o conteúdo, fazer de um jeito real, verdadeiro mesmo. Já neguei campanha política e de motel também (risos).

R: O mercado está mudando muito, a internet está aí mudando as relações das pessoas. Você pensa no Snap como um meio profissionalizante?
Thay: Acho que a internet é o futuro das profissões. Se você tem conteúdo e seguidores engajados, pode criar uma profissão sim! A internet atinge muita gente, gente que jamais poderíamos imaginar, e é muitas vezes mais barata do que anunciar na TV, por exemplo.

R: Nossa geração está criando novas profissões, como, por exemplo, youtuber. Isso não existia em 2000, 2001. Você é uma ”snapchatter”? Essa é a sua profissão hoje?
Thay: ”Snapchatter” acho que não… estou presente em todas as redes e estou pensando em ir pro Youtube, mas quero bolar uma coisa nova, não fazer o que já fazem, por exemplo, fazer vídeo de tag. Me considero uma criadora de conteúdo pra internet.

R: Qual a coisa mais incrível que a internet te trouxe?
Thay: Ah… fiz várias viagens, tive experiências, conheci pessoas. Fui indicada por famosos, tipo a Camila Queiroz, que falou de mim no snap dela. Conheci a JoutJout, o Luciano Huck, o Hugo Gloss, a Fernanda Souza… Agora estou também filmando algumas cenas pro longa ”Internet – O filme”. Mas meu primeiro evento em Recife foi inesquecível.

R: O que você vai fazer se um dia a internet morrer?
Thay: A internet morrer?! (risos) O Vine morreu, influenciadores que começaram lá, tipo a Maju Trindade, migraram pra outras redes.  Hugo Gloss começou no Twitter e migrou, hoje ele é forte também, no Youtube. Tem que ser flexível, se uma rede está caindo, vai pra outra. Acho que se pudesse, faria faculdade de Comunicação, seria uma faculdade interessante e tem a ver com o que faço agora.

 

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Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, produz conteúdo para web desde 2012. Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ''Coluna Clichê'' sobre os filmes que assiste no cinema e na TV. Também colabora com o blog de design e inspirações CuteDrop.

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