A filha do meu melhor amigo

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‘A filha do meu melhor amigo’ é um filme que tinha tudo para dar certo: um elenco bacana (formado pelos talentosos Hugh Laurie, da série ‘House’; Leighton Meester, da série ‘Gossip Girl’ e Adam Brody, o eterno Seth de ‘The OC’), uma trama enrolada com um possível final feliz e a direção de Julian Farino, das séries ‘Roma’ e ‘Sex and the City’.
Infelizmente, na trama com roteiro de Ian Helfer e Jay Reiss, tudo dá errado.

A história narra a confusão envolvendo as famílias Ostroff e Walling, que ficam arrasadas após a descoberta de que Nina Ostroff (Leighton), uma jovem de 24 anos, está tendo um caso com David Walling (Hugh Laurie), vizinho cinquentão e amigo de longa  data de seus pais.
Após destruir o casamento dos pais de sua ex melhor amiga Vanessa (Alia Shawkat, de ‘The Runaways’), e sem demonstrar o menor remorso por isso, Nina continua tendo um caso com David.
A premissa da história é falha, pois em apenas uma hora e meia é impossível ter compaixão pelas personagens, já que a situação apresentada em cena é completamente errada.

O filme é ruim, embora tenha um elenco interessante – Catherine Keener é Paige Walling, mulher de David e mãe de Vanessa e Toby (Adam Brody);  Allison Janney (atualmente na série ‘Mom’) é Carol e  Oliver Platt é Terry, pais de Nina – e a ideia de ‘faça o que te faz feliz’ e ‘ainda há tempo de ir em busca de seus sonhos’ soa como ridícula, tendo em vista o romance do casal principal, que não convence.
A cena em que Carol descobre o romance de sua filha, chega a ser triste, de tão ruim.
‘A filha do meu melhor amigo’ é um filme bobo, sem propósito e que não pode ser classificado nem como ‘romance’ nem como ‘comédia’. 

Cotação: Ruim

 

Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, trabalha com redes sociais e produz conteúdo para web desde 2012.
Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ”Coluna Clichê” sobre os filmes que assiste no cinema e na TV.

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