G.B.F.

G.B.F._Official_Film_Poster

Se “Meninas Malvadas” fosse visto a partir do ponto de vista gay, ele seria mais ou menos como “G.B.F.”. Na trama, o tímido Tanner (Michael J. Willett) é um adolescente gay que ainda não saiu do armário. Junto com seu amigo Brent (Paul Iacono), os dois passam pelo Ensino Médio sem serem notados pelos populares da escola, evitando confusões. 

Um belo dia, Brent convence Tanner a utilizar um aplicativo voltado para o público gay que localiza outros gays que estão perto deles. O que os dois meninos não sabem é que o termo ”melhor amigo gay” está na moda, e aparentemente, todo mundo que quer ser ”in” precisa ter um. Para isso, algumas meninas da escola se inscrevem no aplicativo para rastrearem quais são os gays perto delas, e numa cena constrangedora, Tanner ”sai do armário” na frente da escola toda.

Com medo de apanhar dos valentões, o jovem tentar se passar o mais discreto possível nos dias seguintes, porém, as três meninas mais bonitas e populares da escola começam a disputar a atenção de Tanner para que ele se torne seu ”melhor amigo gay” (”gay best friend”, no original, por isso a sigla ”G.B.F.”). Assim que se torna popular, Tanner provoca a ira de Brent, agora seu ex-amigo.

Com uma narrativa linear e previsível, ”G.B.F.” é um filme engraçadinho, mas que não inova. Baseando-se em nos personagens que são velhos conhecidos dos adolescentes (a menina malvadinha e egocêntrica; o valentão do time de futebol; os nerds excluídos), o pulo do gato de ”G.B.F.” são os diálogos, que são pop, frescos e afiados.

Cotação: Regular

Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, trabalha com redes sociais e produz conteúdo para web desde 2012.
Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ”Coluna Clichê” sobre os filmes que assiste no cinema e na TV.

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