Grace de Mônaco

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”Grace de Mônaco” é um filme que tinha tudo para ser incrível. Uma personagem feminina forte e interessante, um roteiro direto e Mônaco como pano de fundo, para acalmar o coração do espectador. Porém, tudo dá errado 🙁
A escolha de Nicole Kidman (um tanto plastificada, na verdade) para o papel é no mínimo curiosa. A australiana de quase 50 anos dá o seu melhor, mas sua Grace não tem muita graça e mesmo tendo que sofrer e chorar, a atriz não consegue passar muita emoção – ou mesmo empatia.

Na trama Grace já é Sua Alteza Sereníssima, mora em Mônaco, é mãe de duas crianças fofas e é casada com Rainier.
Agora princesa, ela vive uma vida sem emoções e o casamento já não está dos melhores. Grace passa os dias preocupada com eventos de caridade, até que Hitchcock (sim, o diretor) vai até sua residência real e lhe faz um convite: quer que ela seja a estrela de seu novo filme, ”Marnie”. Grace fica balançada e não sabe como dar a notícia ao marido.

A vida de casada e um Rainier nervoso com questões políticas na França são o plano de fundo da trama, que ainda envolve segredos reais, um padre norte-americano e a presença de Aristóteles Onassis, o grego, e sua bela namorada Maria Callas.
O filme se perde em diversos momentos, e grande parte da trama fica nas costas de Nicole – o que é um grande erro, dada a personalidade (ou falta dela) que a personagem tem, o que é uma pena.
Alguns fatos dados como importantes na trama não são mencionados na aclamada biografia da atriz, publicada no Brasil em 2014 e publicada pela editora LeYa.

 

Cotação: Ruim

Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, trabalha com redes sociais e produz conteúdo para web desde 2012. Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ''Coluna Clichê'' sobre os filmes que assiste no cinema e na TV.

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