Operações Especiais

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Em Operações Especiais, o diretor Tomás Portella (Qualquer Gato Vira-Lata), se mostra incomodado e tentando equilibrar o cinema nacional investindo em outro gênero.

Foi assim com o longa “Isolados”, que surpreendeu por ser um terror/suspense – gênero pouco explorado por aqui – e agora com o policial “Operações especiais”. É o que já tem, mas tentando não ser o mais do mesmo.

Em seu novo filme, Portella mexe com uma questão bastante atual, principalmente nas redes sociais: a mulher e o universo machista que a cerca. A trama tem início em um hotel localizado em São Conrado, no Rio de Janeiro, onde ocorre um assalto. As cenas são inspiradas no caso do antigo hotel Intercontinental, que em 2010, 10 bandidos trocaram tiros com a polícia e mantiveram 31 reféns.

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Tudo gira entorno de Francis (Cléo Pires), uma jovem recém-saída de um relacionamento e a sua vontade de mudar o status social. Francis, por vaidade, acaba se tornando policial para ser melhor que seu ex-namorado, que é segurança do hotel onde ela trabalhava como balconista. Só que ela não contava com o fato de tão cedo ter que por sua vida em risco.

A criminalidade cresce na fictícia cidade de São Judas do Livramento, no interior do Rio de Janeiro, e o experiente delegado Paulo Froés (Marcos Caruso) é convocado para comandar um grupo de policiais incorruptíveis, que inclui Francis, com apenas 3 meses de corporação. Agora, além do medo de perder a vida, a jovem policial precisa vencer também o preconceito dos seus colegas de trabalho.

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De inicio parece que o longa não vai prender a atenção do espectador até o fim, as atuações deixam a desejar e os diálogos são fracos. As coisas só começam a caminhar de forma mais uniforme a partir da amizade entre Francis e Décio (Fábricio Boliveira), o casal de amigos ganha o destaque que é essencial para o desenvolvimento da trama.

Operações especiais é dinâmico, conta com sons marcantes em seus confrontos e muita câmera em close. Podemos dizer que é um filme de expressões, o que faz o espectador se envolver nas cenas e ter uma sensação um pouco diferente do que estamos acostumados em filmes de ação. E claro, conta muito com pitadas de humor que se encaixaram muito bem, característica do brasileiro.

Essa crítica foi escrita pelo colaborador Renan Araújo

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