Pantera Negra

Marvel Studios' BLACK PANTHER T'Challa/Black Panther (Chadwick Boseman) Credit: Matt Kennedy/©Marvel Studios 2018

Com milhões de dólares investidos em marketing e um dos filmes mais aguardados do ano, ”Pantera Negra” é o primeiro blockbuster multimilionário da história a ter um elenco quase 100% negro – há apenas dois personagens brancos com nomes e falas -, além de diretor e roteiristas negros.

A trama é baseada nos quadrinhos do personagem ”Pantera Negra” e se passa, em grande parte, no reino de Wakanda, que fica na África. O país detém a tecnologia mais avançada do planeta e mantém esse segredo há gerações – tudo por causa do vibranium, um metal super raro e poderosíssimo que caiu por lá muito tempo atrás. É ele que possibilita tanta tecnologia (chora, Tony Stark).

Quem está no comando de Wakanda é T’Challa (Chadwick Boseman), que logo no início da trama participa de uma disputa e é coroado após vencer a luta. Diferente de outros filmes de super heróis, o novo rei tem um interesse amoroso bem definido logo nos primeiros minutos trata-se da esperta Nakia (Lupita Nyong’o, perfeita). O pai de T’Challa morreu no filme ”Capitão América: Guerra Civil”, onde o personagem foi apresentado ao público pela primeira vez. Ainda fazem parte de sua família a cientista Shuri (Letitia Wright) e  sua mãe Ramonda (Angela Bassett – lembra dela no filme da Tina Turner?).

Como a vida de T’Challa como Pantera Negra não pode ser fácil, ele precisa enfrentar o vilão Ulysses Klaue (Andy Serkis). O mercenário conhece o segredo de Wakanda e faz de tudo para roubar um pouco de vibranium. O personagem, além de ter pouco tempo de tela, é péssimo. Depois de uma reviravolta do destino, um novo vilão, Killmonger (Michael B. Jordan, de ”Creed”), também dá as caras no país africano. Ele não se importa muito o vibranium, mas sim em tirar T’Challa do trono.

O filme tem boas cenas de ação, mas fica meio rocambolesco por volta da primeira hora de exibição. Wakanda é super caprichada, colorida, tecnológica, e os diálogos entre T’Challa e Shuri ajudam a entender um pouco da história do lugar e situar o espectador mais desatento. A mensagem política é bacana, mas perto de Ramonda, Shuri e Okoye (a general interpretada por Danai Gurira, a Michonne, de “The Walking Dead”) T’Challa perde seu brilho. O filme é total girlpower e as cenas de luta das mulheres são as melhores do filme. As personagens são boas e bem construídas – e fica claro que ali elas não são coadjuvantes do rei.

Embora com alguns probleminhas de roteiro e dois vilões bem estranhos, o filme, no geral, é bom. Não só pelo papel que ele desempenha (representatividade importa!), mas por ter um tom mais sério do que os outros filmes da Marvel, onde piadinhas pontuam o roteiro, tirando o foco do que importa. A trilha sonora inclui os rappers Kendrick Lamar, The Weeknd e Travis Scott. O filme inspirou a atriz Octavia Spencer,  que vai alugar uma sala de cinema em uma comunidade pobre para que as crianças carentes possam assistir ao filme.  A direção é de Ryan Coogler.

 

Cotação: Bom