Quarteto Fantástico

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O novo Quarteto Fantástico é mais ficção e menos ação e carrega consigo uma nova proposta para o grupo de super-heróis da Fox (nos cinemas).

Confesso que nunca fui muito fã do Quarteto, não por ter personagens ruins, mas pela relação entre eles e deles com os vilões parecer “não natural”(forçada mesmo). A premissa de um grupo de cientistas amigos explorando o Universo e ganhando poderes é tão entendiante quanto uma novela mexicana. No entanto esse problema foi trocado por outros no novo filme. Ajudado pelo elenco de bons jovens atores e impulsionado pelo roteiro dramático, o filme parece interessante até o meio do segundo ato. E só.

Quarteto Fantástico (2015) é uma mistura de remake e reboot do primeiro filme do grupo, lançado em 1994, porém as semelhanças são pontuais. Como todo filme de origem, ele se preocupa em contar a fonte dos poderes do grupo e, também, apresenta Doutor Destino (Toby Kebbell) como principal vilão. Outra semelhança com o filme de 94 é o uso de algumas frases de efeito como: “Tá na hora do pau” ou “Em Chamas” usadas pelo Coisa (Jamie Bell) e pelo Tocha Humana (Michael B. Jordan), respectivamente. Talvez uma tentativa de não descaracterizar totalmente os heróis, já que o Tocha – originalmente irmão gêmeo – nessa versão é meio-irmão da Mulher Invisível (Kate Mara). Não muda também o interesse romântico de Susan Storm (Mulher Invisível) por Senhor Fantástico (Miles Teller).

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Marcado por fortes turbulências, Quarteto Fantástico é dirigido por Josh Trank e teve uma produção complicada, isso refletiu na tela. Percebe-se três momentos distintos do filme: o primeiro ato estruturado como um filme de ficção científica, o segundo ato que explora intensamente a relação entre as personagens e (pasmem) usa elementos de filmes de horror adolescente – no melhor estilo “eu sei o que vocês fizeram no verão passado” – e o terceiro e último ato em que finalmente vemos os heróis em ação.

A proposta é boa e interessante, explorar o lado científico da trama é bem-vindo em um mercado cinematográfico inundado de filmes da Marvel nos quais ter superpoderes se tornou algo trivial. Contudo o filme se perde em seu discurso e faz com que boa parte dos quase 100 minutos de filme seja chato e desinteressante pro expectador que não fã incondicional do grupo. Os conflitos entre as personagens demoram pra acontecer e quando, finalmente, acontecem: terminam cedo demais. Entendo que o filme não é ruim como um todo, pois sua proposta é louvável; os atores estão confortáveis em seus papéis; outros elementos como computação gráfica, trilha sonora e direção de fotografia deram um banho nos filmes anteriores; porém sua execução de direção-roteiro foi falha e decepcionante.

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Fica a esperança de, em uma sequência (anunciada para 2017), a Fox conseguir orquestrar melhor a produção e, assim, a história desse filme seja melhor explorada. Do jeito que está, o destino do Quarteto Fantástico está ameaçado não apenas pelo Doutor Destino.

Veja o meu VLOG sobre esse filme. Nele eu converso com Célio da Silva, crítico do G1 e com Andrea Cursino, do site Cinema para Sempre:

Influenciador digital, consultor de Cinema, TV e Web, crítico de cinema, editor de vídeos e revisor de textos.

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