Rodrigo Santoro fala da experiência em contracenar com Anthony Hopkins

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Rodrigo Santoro está em Los Angeles se dedicando ao seu personagem na série Westworld, com produção da HBO, roteirizada pelo aclamado J. J. Abrams – eles trabalharam juntos na série Lost (2004), quando o ator interpretou Paulo, um dos sobreviventes do voo 815. Neste novo trabalho Santoro vai atuar ao lado de Anthony Hopkins, Evan Rachel Wood, Ed Harris e Simon Quarterman. “Estamos em processo de entendimento do personagem, mas posso dizer que ele é um ‘fora da lei’ e tem um senso de humor bem obscuro”, diz Rodrigo sobre seu personagem, Harlan Bell.

O ator está feliz com trabalhar com estrelas do calibre de Hopkins e Ed Harris. “O elenco é realmente extraordinário. Cresci vendo filmes com Hopkins e Harris e, sem dúvida alguma, o aprendizado será incomensurável”, afirma ele, garantindo que não faz diferença entre trabalhar em projetos no Brasil ou lá fora. “Para mim, a estrada é uma só, com subidas, descidas, retas, curvas e bifurcações. A dificuldade de inserção no mercado internacional é a concorrência mundial: a amplitude faz com ele fique extremamente competitivo”, afirma Rodrigo, que recentemente também trabalhou ao lado de John Malcovitch no longa Dominion, rodado no Canadá. “Já oportunidade de trabalhar com artistas por quem tenho profunda admiração. A primeira vez foi com o Mestre Paulo Autran. Com Malcovitch também foi uma aula”, diz ele, que a partir do dia 11 estreará em mais de 200 salas do país interpretando um bailarino em Rio, Eu Te Amo da franquia Cities os Love, cujo capítulo marca também o primeiro filme não animação de Carlos Saldanha.

Como se sente sendo um dos únicos brasileiros com destaque no cinema internacional?
Sinceramente, não separo o internacional do nacional. Para mim, a estrada é uma só. Como qualquer outra, tem  subidas, descidas, retas, curvas e bifurcações . Vou seguindo um dia de cada vez.  Acho que a razão da dificuldade, talvez seja porque a concorrência é mundial. A amplitude do mercado faz com ele fique extremamente competitivo. Além disso, atuar em uma língua estrangeira é um forte desafio.

Como surgiu o convite para Rio, Eu Te Amo?
Trabalhei com o Carlos Saldanha em ‘Rio’, e a experiência foi ótima. Para este filme o convite foi curioso: nos encontramos em um show da Marisa Monte, em Nova York, e ele foi me contando sobre a ideia de uma relação entre dois bailarinos, que iria filmar no Theatro Municipal do Rio, e que faria parte de um filme que contava várias histórias de amor no Rio de janeiro. Achei o conceito do projeto muito interessante e nunca tinha feito um personagem deste universo. Além disso, é claro que filmar em casa é sempre uma alegria.

Você ensaiou balé com os bailarinos do Grupo Corpo. Deu para aprender algo ou usou do ‘embromation’?
Acho que sempre dá para aprender alguma coisa. Tivemos um tempo mínimo de preparação, porém ótimos professores. Acho que deu para enganar (risos).

Onde leva suas conquistas amorosas no Rio?
Acho que o Rio, além de tantas outras coisas, inspira romantismo e sensualidade suficientes para qualquer história de amor. Cenário predileto, fica difícil escolher. Não é a toa que o sobrenome da cidade é maravilhosa. Alto de Santa Teresa, Urca, da praia do Leme até a Pedra de Guaratiba, Jardim Botânico, Lagoa, Floresta da Tijuca, Lapa, e o Theatro Municipal.

via: ÉPOCA

Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, trabalha com redes sociais e produz conteúdo para web desde 2012. Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ''Coluna Clichê'' sobre os filmes que assiste no cinema e na TV.

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