Ruby Sparks – A namorada perfeita

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A COLUNISTA ASSISTIU AO FILME A CONVITE DA DISTRIBUIDORA

Nesse filme, dos mesmos diretores de ‘Pequena Miss Sunshine’, Jonathan Dayton e Valerie Faris, conhecemos a história do jovem escritor Calvin Weir-Fields (Paul Dano, o Dwayne de ‘Pequena Miss Sunshine’), que está tendo um bloqueio criativo para terminar seu novo livro.
Ele conversa com seu terapeuta e após ser questionado sobre algumas coisas, resolve ir para casa e se dedicar ao livro, sem pensar em mais nada.

Após algum tempo, Calvin tem uma idéia: em sua máquina de escrever Olympia, ele irá escrever sobre si mesmo e uma namorada imaginária e perfeita. Ele pensa em Ruby (Zoe Kazan, de ‘Eu odeio o dia dos namorados’) como uma pintora ruiva, criada em Ohio, que gosta de passear de bicicleta, nadar na piscina de sua casa e fazer passeios com o cão de Calvin, Scotty.

Após muitas horas imerso naquele universo feminino, Calvin cai no sono e acorda atrasado para um encontro, e enquanto corre para se vestir e pegar as chaves de casa, dá de cara com Ruby, na cozinha, fazendo uma omelete.
Ele toma um susto e pensa estar maluco, já que ela não existe e é fruto de sua imaginação.

Seu irmão Harry (Chris Messina), após receber uma ligação desesperada, vai até sua casa para se certificar de que o escritor não está maluco e, após constatar que Ruby realmente existe, fica muito animado com a idéia, já que ele pode mudar o destino da personagem apenas com o digitar de algumas palavras em sua máquina de escrever; sua mãe, Gertrude (Annette Benning) e seu padastro Mort (Antonio Banderas, engraçadíssimo) ficam felizes por terem Ruby como nora.
Quando Calvin não está satisfeito com o comportamento dela, ele se senta, cria uma nova frase e pronto: Ruby tem sua personalidade transformada da água para o vinho, embora não saiba, até certo ponto do filme, que é uma invenção da cabeça do escritor. O conflito chave do filme está aí: até quando é interessante ‘moldar’ a personalidade da pessoa amada? Calvin gosta de Ruby por ela ser o que é ou por poder mudar seus sentimentos e personalidade quando for mais cômodo?
‘Ruby Sparks’ é um filme fofo, solar, romântico e atual, que mostra uma questão essencial nos relacionamentos: a aceitação do outro.

 

Cotação: Muito bom
Ideal para: pessoas que gostam de comédias românticas, fãs de Paul Dano; pessoas que gostam de filmes de fantasia

Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, trabalha com redes sociais e produz conteúdo para web desde 2012.
Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ”Coluna Clichê” sobre os filmes que assiste no cinema e na TV.

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