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Babilônia

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Babilônia

Caótico, lindo, excessivo: ''Babilônia'' celebra os erros e acertos do cinema mundial.


A história é narrada a partir do ponto de vista de Manny Torres (o novato Diego Calva), um mexicano que trabalha como assistente de um estúdio em Los Angeles. Sua primeira tarefa é bem simples: levar um elefante para uma orgia estilosa na mansão de um produtor famoso. Em outro momento, precisa pedir a um talentoso músico negro que use uma maquiagem “blackface” porque ele não estaria suficientemente negro para a câmera.

Mas Manny faz tudo isso com amor, pelo sonho mágico de Hollywood. É um sentimento similar ao do baterista de jazz (“Whiplash”), do astronauta (“O primeiro homem”), do pianista e da atriz (“La la land”): os filmes do diretor Damien Chazelle abordam esses sonhos que se transformam em desejos e que acabam virando obsessões.

Além de Manny, o filme tem mais dois protagonistas: Jack Conrad (Brad Pitt), grande astro do cinema mudo que deseja se manter no topo, mas está envelhecendo; e a doidinha Nellie LaRoy (Margot Robbie), jovem pobre do interior cuja ambição é se tornar a maior estrela de Hollywood.

Todos querem ser ricos, famosos, amados, cortejados; todos querem aplausos, prêmios, capas de revista e viagens de primeira classe, e cada um desses personagens vai fazer o que for preciso para chegar lá. Caótico e em alguns momentos até triste, essa é a bagunça megalomaníaca que faz jus ao título do filme. 

Cotação: Regular

Clarissa Cavalcante

Tem 28 anos, é jornalista formada pela UFF e editora-chefe do site. Trabalha com produção de conteúdo para web desde 2012. Apaixonada por cinema, teatro e literatura, escreve críticas sobre os principais eventos culturais do Rio de Janeiro.

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