Anne Hathaway tem uma agenda cheia em 2026. Em abril, a estrela de 43 anos volta a interpretar a icônica Andy Sachs, em ‘O Diabo Veste Prada 2’, e protagoniza o musical ‘Mother Mary’. Em julho, viverá Penélope na nova grandiosa obra de Christopher Nolan, ‘A Odisseia’. E, em outubro, fará a personagem-título da adaptação cinematográfica do fenômeno literário ‘Verity’. Isso sem considerar outros projetos menores, mas com bom potencial.
Entretanto, nem sempre ela teve constância na oferta de papéis em suas mãos ou seja manteve no topo da indústria cinematográfica. Muito pelo contrário. Na época em que Hathaway ganhou o prêmio da Academia, por sua interpretação em ‘Os Miseráveis’ (2012), Hollywood acabou se virando contra ela. Mas, com a ajuda de um diretor vencedor do Oscar, ela conseguiu se reinventar e se livrar do estigma de maior vítima da maldição do Oscar.
No começo dos anos 2010, Anne Hathaway se tornou uma das celebridades mais odiadas da internet, simplesmente porque algumas pessoas achavam ela irritante. E com o discurso dela na festa da Academia após vencer o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, a situação só piorou. A fala da atriz pareceu bastante genuína e emocionada, mas as três primeiras palavras de sua declaração – “Tornou-se real” – aumentaram ainda mais a trend “Hathahate” (“ódio a Hathaway”, em tradução livre).
Ela confessou que o ódio descabido que recebeu chegou a lhe custar papéis, visto que muitos estavam “preocupados com o quanto a identidade dela tinha se tornado tóxica na internet” – evidenciando a “maldição do Oscar”, que diz que, após vencer o prêmio, os astros enfrentam um declínio na carreira.
Diante disso, a atriz decidiu se afastar dos holofotes e parar de tentar ser perfeitinha nas entrevistas, focando em mostrar seu lado verdadeiro, mais autêntico – o que fez com que o público se identificasse mais com ela. Ela também passou a escolher papéis que mostrassem mais sua versatilidade como atriz. Alguns exemplos são o independente de ficção científica ‘Colossal’ (2016), a comédia criminal com elenco de peso ‘Oito Mulheres e um Segredo’ (2018), o thriller ‘Eileen’ (2023) e a comédia romântica ‘Uma Ideia de Você’ (2024).
Entretanto, antes desses filmes a terem ajudado a reinventar sua imagem em Hollywood, ela teve um empurrão de ninguém menos que Christopher Nolan, que a escalou para ‘Interestelar’ (2014). “Christopher Nolan foi meu anjo. Ele não ligou para nada daquilo e me deu um dos melhores papéis que eu já tive em um dos melhores filmes que eu já fiz. Eu não sei se ele sabe o quanto estava me ajudando naquela época. Minha carreira não degringolou como poderia se ele não tivesse me apoiado”, declarou, em entrevista à revista ‘Vanity Fair’.
“Todo o conselho que você recebe é para se proteger. ‘Todos são perigosos e estão tentando tirar algo de você’… As pessoas me diziam que eu deveria me armar e me manter distante e ter duas personalidades. Eu ficava muito confusa. Então eu não fiz isso. Eu não me armo”, destacou alguns anos depois em uma entrevista.



