Crítica: ”Locke & Key”

A trama da Netflix é focada nos irmãos Locke: Tyler (Connor Jessup), o mais velho; Kinsey (Emilia Jones), a do meio; e Bode (o fofo Jackson Robert Scott), o mais novo, que precisam se mudar para a cidade de Matheson  junto com sua mãe, Nina (Darby Stanchfield). O pai do trio, Rendell (Bill Heck), foi assassinado de forma bastante questionável e a família tenta sobreviver ao trauma.

Enfrentando as difíceis questões de adaptação na nova cidade, os irmãos logo descobrem o principal segredo de sua nova e gigantesca casa: chaves mágicas, que concedem poderes incríveis aos seus usuários. Só que as coisas não são simples: lá também existe um demônio (Dodge) que fará de tudo para colocar as mãos nesses artefatos. As chaves concedem desejos, como por exemplo, a Chave da Cabeça, que faz com que a pessoa possa entrar dentro de sua própria mente e relembrar momentos.

A aventura começa com Bode, de 8 anos, que tem muita imaginação.  E como o foco está no trio de protagonistas, é fácil para o público compreender a sensação de encanto a cada nova chave descoberta.
O universo da trama é bem construído e acaba sendo seu principal ponto positivo.
As cenas são escuras e sombrias, dando o tom exato. A inventividade das funções de cada uma das chaves é de saltar os olhos, assim como os ótimos efeitos especiais – Além, é claro, das muitas referências da cultura pop, que incluem ‘’As Crônicas de Nárnia’’, ‘’Harry Potter’’ e filmes dos anos 80. Até mesmo o gênio dos efeitos especiais de terror Tom Savini é homenageado.

Embora faltem emoções em muitos momentos , principalmente para o ator Connor Jessup, que ainda precisa comer muito feijão com arroz, a trama é bacana e bem feita. Os 10 episódios passam rápido e fazem o espectador viajar na história, mesmo com alguns deslizes. Ainda não se sabe se o show irá ganhar continuação.

Cotação: Bom

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