Era uma vez em Hollywood

Um filme sobre o cinema. Lindo e ao mesmo tempo triste. Quantos amores, aventuras, tragédias e casamentos já acompanhamos nas telas? Quantas vezes rimos e choramos com personagens pobres, ricos, gordos, baixos, negros, brancos, em histórias que podem nos levar do céu ao inferno em questão de minutos? Em ”Era uma vez em Hollywood” o diretor Quentin Tarantino mostra, mais uma vez, o motivo de ser um dos diretores mais geniais do último meio século.

O filme segue Rick Dalton (Leo DiCaprio), um ator que mora em Los Angeles e que já interpretou todo o tipo de personagem: o mocinho, o caubói, o vilão, o aviador. Rick quer mais. Quer ser um ator sério, quer mostrar que pode ser mais que uma carinha bonita numa série de tv, que tem camadas. Junto dele está Cliff (Brad Pitt), seu fiel escudeiro, dublê e motorista. Os dois discutem sobre a carreira de Rick e qual será o próximo passo – inclusive tirando sarro do famoso spaghetti western, moda nos anos 60.

Um dia, Rick descobre que tem vizinhos famosos: a nova sensação Roman Polanski, diretor francês que estava fazendo sucesso com ”Repulsa ao sexo” e ”A dança dos vampiros”. Ao lado dele sua bela esposa Sharon Tate (Margot Robbie), loira que havia ganhado pequena fama com o drama ”O vale das bonecas”. Os dois representam a nova Hollywood, enquanto Cliff e Rick estão perdendo espaço na TV e nas revistas.

As pequenas cenas envolvendo Roman e Sharon parecem desconectadas da trama no início, mas o roteiro tarantinesco não nos deixa esquecer que eles estão ali, esperando seu momento de brilhar. O filme é uma grande homenagem ao cinema – e principalmente uma ao pequeno legado de Sharon, atriz promissora e que sofreu um grande golpe do destino. Os últimos minutos são incríveis, cheios de ação e humor. Todos os atores estão muito bem em cena. Brad e Leo possuem ótima química, sendo Leo o fio que puxa a trama, com suas crises de meia idade no trailer, em uma das melhores cenas.
Se você é fã de diálogos inspiradores e histórias bem contadas, não deixe de conferir o filme.

 

Cotação: Muito bom

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