sábado, dezembro 15, 2018
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8 perguntas para… Antonia Fontenelle

Atriz e produtora, Antonia Fontenelle também é a mente pensante por trás do canal ”Na Lata”, sucesso no Youtube com entrevistas sempre diretas e relevantes.

Conversamos com Antonia sobre seu canal, feminismo, polêmicas e seu novo projeto: a cinebiografia da dançarina Gretchen. 

Confira:

Você trabalha na TV tem muito tempo e também comanda seu canal no Youtube, que está fazendo um super sucesso. Essa vontade de se comunicar sempre esteve com você? 
Sim, comecei no rádio aos 15 anos. Amo toda e qualquer forma de comunicação!

Como você escolhe as pautas para seu canal? As entrevistas são longas e muito bem boladas. 
Eu fico atenta ao que os artistas estão fazendo, políticos, empresários… Recebo muita sugestão de pauta também! Mas se a pessoa o o assunto não me interessam, não faço mesmo sabendo que pode dar views.

Duas das últimas entrevistas que você fez, com Mileide (ex mulher do cantor Wesley Safadão) e com Sarah Poncio deram uma repercussão enorme. Você deu esse espaço para que elas pudessem dar suas versões dos fatos, pois assim como elas, você também já teve sua vida muito exposta. De onde surgiram esses convites?
A Mileide eu já conhecia e já sabia de sua história, mas ela me procurou pra falar o que o Ceará queria ouvir há 6 anos, e obviamente não eu deixaria de ouvi-la, por vários motivos. Com Sarah, eu a procurei, outra história absurda.

Você sempre entrevista mulheres bacanas no seu canal. Se considera feminista?
Sou a mais feminista de todas, sou coerente, luto pelo que é fato e faz sentido. Tem muitas mulheres confundindo o sentido da palavra… Ser feminista não é achar que pode pegar o marido da outra e ficar por isso mesmo, mulher tem que se respeitar, ser feminista não é achar que pode sair na rua e agir como ‘’macho sem noção’’. Ninguém pode tudo, existe limite e existe bom senso.

O ”Na Lata” vai ganhar uma festa para comemorar um milhão de inscritos. Você já entrevistou desde cantores, humoristas e atrizes até pessoas polêmicas, como Bolsonaro e Luana Piovani. Você se encontrou como entrevistadora? O que você considera essencial para um entrevistado render?
Estudar o entrevistado, saber quem é a pessoa e sobre o que você está falando.

6Ainda falando sobre exposição, na sua opinião, qual a melhor e a pior coisa de ser uma figura pública? Você acha que a fama pode ser nociva?
A fama é nociva, o sucesso não. Esse é o reconhecimento do seu trabalho.
A fama é fulgaz, ilusão, tem muita gente louca achando que é famosa e pode tudo. Fama é passageira. O pior de ser uma figura pública é ter que prestar contas até do que comeu no café da manhã…


Recentemente foi divulgado que você irá fazer a cinebiografia da Gretchen.  Pode falar um pouco sobre esse projeto?
Esse convite partiu da própria Gretchen, faz uns 3 anos, ela não desistiu de mim e eu resolvi aceitar fazer o filme.

Quando a gente ”dá um Google” no seu nome, no topo das pesquisas sempre aparecem algumas fofocas envolvendo seu ex marido, briga por pensão, etc. Mas você sempre foi muito aberta e transparente em relação a tudo isso. Essa foi a saída que você encontrou para ter uma relação direta com seus fãs?
Não, minha vida é e sempre foi um livro aberto, não admito sujeira, se pisar no meu calo eu grito! E nem tudo que está no Google partiu de mim, às vezes leio coisas ao meu respeito que me deixam de boca aberta…