CM+ | simples e completo //

All posts by Clarissa Cavalcante

image Odeio o Dia dos Namorados

Filme nacional é bonitinho, mas previsível.

Se Beber, Não Case 3

se-beber-nao-case-3-600x438
No terceiro (e último) filme do Bando de Lobos, o maluco Alan (Zach Galifianakis) está deprimido com a morte do pai, Sid, que teve um ataque cardíaco após discutir com ele.

Seu cunhado Doug (Justin Bartha), preocupado, se reúne aos amigos Phil (Bradley Cooper) e Stu (Ed Helms).
Junto com a mãe e a irmã de Alan, eles resolvem fazer uma intervenção.
Alan será enviado para uma clínica chamada New Horizons, onde poderá relaxar, se cuidar, virar um novo homem.

Porém, no caminho, o carro é interceptado pelos capangas do perigoso traficante Marshall (John Goodman), que quer saber onde está Sr. Chow (Ken Jeong), que roubou US$ 21 milhões seus.
Doug é sequestrado e Marshall dá aos amigos uma missão: encontrar Chow e recuperar o dinheiro.
Se tudo não correr bem… Doug vai morrer.

Desesperados, os amigos descobrem que Alan estava se comunicando com Chow desde que o golpista estava na prisão.
Loucuras, mortes inesperadas, uma viagem até Tijuana, no México e uma parada em Las Vegas, além das participações de Heather Graham, que retorna como Jade, fazem parte da trama.

Ken Jeong, que recebeu 5 milhões de dólares para fazer esse filme, rouba todas as cenas nas quais aparece.
Destaque também para Melissa McCarthy, que intepreta Cassie.
O filme é divertido e tem muitas cenas de ação, porém, não tem nenhuma ‘ressaca’ como o título original (‘The Hangover 3’) sugere.
O conjunto da obra, um blockbuster norte americano, agrada a quem quer se distrair ou é fã da franquia. E só.
A cena final, após o início dos créditos, é bacana. Vale a pena esperar para assistir.

Cotação: Regular

 

Reino Escondido

ReinoEscondido-600x342

 A COLUNISTA ASSISTIU AO FILME A CONVITE DA DISTRIBUIDORA.

A clássica trama do bem contra o mal é reinventada nessa animação da Blue Sky Studios.
O filme conta a história da valente Mary Katherine (mais conhecida como M.K.) e de seu pai, um biólogo considerado maluco por acreditar que pequenas criaturas vivem na floresta que cerca a casa da família.

Após instalar diversas câmeras em árvores na floresta e de mapear cuidadosamente os movimentos de diversos insetos, o Professor Bomba descobre que suas teorias estavam certas.
A jovem M.K., entediada, passa o dia brincando com Ozzy, o cão da família. Sua mãe morreu e ela se mudou para a casa do pai, que, segundo ela, fica ‘no meio do nada’.
Um dia, após uma fuga inesperada de Ozzy, ela se perde na floresta e é magicamente transportada para o mundo dos Homens-Folha.

Nesse mundo minúsculo, ela conhece Nod, um rapaz rebelde que está inconformado com a morte do pai que não quer ser um Homem Folha; Ronin, responsável por cuidar de Nod e líder dos Homens-Folha; Nim Galuu, o ancião do grupo; Rainha Tara, que tem uma importante missão na história e os engraçados Mub e Grub, uma lesma e um caracol que deixam todos loucos.
A floresta está morrendo por causa do malvado Madrake, que quer destruir a natureza e fazer com que todo o planeta fique sujo e desmatado.
Assim, M.K. precisa ajudar seus novos amigos a deter Mandrake e proteger o Botão, uma flor escolhida pela Rainha Tara que pode salvar a todos.

A trama é boa e divertida. As cenas de ação são excelentes e os efeitos especiais também.
A relação entre pai e filha e o cuidado com a natureza são bons panos de fundo, que funcionam e envolvem o espectador.

Na versão original, Amanda Seyfried (‘Os Miseráveis’) dubla M.K.; Josh Hutcherson (‘Jogos Vorazes’) é Nod; o cantor Steven Tyler é o ancião Nim Galuu; Colin Farrell (‘Ondine’) dublou Ronin; Christoph Waltz (‘Django Livre’) dublou Mandrake e a cantora Beyoncé Knowles foi a Rainha Tara.
O filme é baseado no livro infantil de William Joyce (que também atuou como roteirista) e foi dirigido pelo experiente Chris Wedge (‘A Era do Gelo’ 1, 2, 3 e 4 e ‘Robôs’).
Cotação: Muito bom

Ideal para: pessoas que querem se divertir; pessoas que gostam de animações; pais com filhos de até 10 anos de idade

 

Somos Tão Jovens

somos_tão

 

‘Somos tão Jovens’ poderia ser um filme péssimo.
Afinal, mexer com o mito, a lenda, o incrível Renato Russo é uma árdua missão, que Antônio Carlos da Fontoura cumpriu muito bem.

Na trama, que se inicia na Brasília de 1973, conhecemos um pouco da vida de Renato Manfredini Júnior (Thiago Mendonça, o sertanejo Luciano em ‘2 Filhos de Francisco’)
Na primeira cena, um susto: descobre-se que o garoto sofria de epifisiólise, uma doença rara. Renato precisou ficar algum tempo em casa, de repouso, e assim surgiu seu interesse por música.

Acompanhamos, então, seu relacionamento com o pai (um economista do Banco do Brasil, interpretado por Marcos Breda), com a mãe (Sandra Corveloni), com a irmã, Carmem Teresa (Bianca Comparato), com a melhor amiga, Aninha (a linda Laila Zaid) e com a cena musical brasiliense, onde se encontravam um então desconhecido Herbert Vianna (Edu Moraes, excelente), que logo no início do filme se muda para o Rio de Janeiro; a banda Plebe Rude; Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial e os futuros colegas de banda Dado Villa-Lobos (Nicolau Villa-Lobos , filho de Dado) e Marcelo Bonfá (Conrado Godoy).

Os problemas com a primeira banda, Aborto Elétrico; a aceitação da homossexualidade; e as inspirações para os clássicos ‘Eduardo e Mônica’, ‘Ainda é cedo’, ‘Tédio’ e ‘Química’ também são mostrados.
O longa foi filmado em 2011 e custou R$ 9 milhões para ser feito.

A trama termina em 1985, ano em que o Legião Urbana vem para o Rio de Janeiro tocar no Circo Voador e vira um sucesso, em grande parte devido a uma reportagem escrita por Hermano Vianna (irmão de Hebert) na revista ‘Pipoca Moderna’.

Thiago Mendonça é o líder de um elenco bom e competente. Sua semelhança com Renato (principal com barba, na fase de ‘Trovador Solitário’) é assustadora.
O ator teve aulas de voz e violão e realmente cantou em todas as cenas do filme.
Antônio Carlos, diretor da série ‘Ciranda, Cirandinha’, fez um excelente trabalho, junto com o roteirista Marcos Bernstein (‘Central do Brasil’ e ‘Chico Xavier – o Filme’).
O filme agrada até a quem não é fã do cantor.

Cotação: Muito bom

 

Homem de Ferro 3

homem-de-ferro-3

Tony Stark (Robert Downey Jr.) não consegue dormir e está tendo crises de ansiedade.

Ele vive exausto, mas continua trabalhando como um louco, deixando até sua amada Virgínia ‘Pepper’ Potts (Gwyneth Paltrow) de lado.
Após ter sua casa em Malibu completamente destruída, Stark precisa deter seu mais novo inimigo: o terrorista Mandarim (Ben Kingsley, de ‘Fatal’).
Como se isso não fosse o bastante, seu amigo Happy (Jon Favreau) está em coma no hospital.

Pepper foge com um ex caso de Stark, a bióloga Maya (Rebecca Hall, ‘Atração Perigosa’), que estava na casa deles na hora do ataque.
Numa armadilha do destino, Pepper se torna refém do vingativo Aldrich Killian (Guy Pearce, de ‘Prometheus’), que pretende acabar com a vida de Tony a qualquer custo, por conta de um trauma do passado.

Junto com o coronel Rhodes (Don Cheadle, ‘Atraídos pelo Crime’), ele precisa salvar Happy e Pepper.
Ele conta também com a ajuda do esperto Harley (Ty Simpkins), que se torna seu amigo quando acidentalmente sua armadura vai parar no Tennessee.

A ação não pára. Downey Jr. ainda tem fôlego e seu personagem continua afiado, com ótimas sacadas.
Seu preparo físico é espetacular. O ator, de 48 anos, interpreta o famoso ‘gênio, bilionário, playboy, filantropo’ pela quarta vez (‘Homem de Ferro’, ‘Homem de Ferro 2’, ‘Os Vingadores’).
Alguns diálogos entre Stark e Harley remetem ao mega sucesso de 2012, que arrecadou US$ 185,1 milhões somente na primeira semana de estreia.

A direção e o roteiro ficaram por conta de Shane Black (‘Beijos e Tiros’, ‘Melhor é impossível’).
Favreau largou o posto (embora tenha continuado como produtor executivo, ao lado de Stan Lee, autor da obra original) de diretor por não concordar com o rumo do personagem Tony Stark.

Vale lembrar que esse filme marca o início da Fase Dois do universo Marvel nos cinemas, composto também por Thor: O Mundo Sombrio (2013), Capitão América – O Retorno do Primeiro Vingador (2014), Guardiões da Galáxia (2014), Os Vingadores 2 (2015) e Homem-Formiga (2015).

O filme, um dos mais esperados de 2013, diverte. Mostra um Stark mais humano e preocupado com as pessoas ao seu redor.
As cenas de ação e os efeitos especiais são excelentes.
Por se tratar de uma produção Disney, não poderíamos esperar outra coisa. 
Fãs dos quadrinhos ou da sequência cinematográfica vão gostar.

Cotação: Muito bom

 

Uma história de amor e fúria

Uma-História-de-Amor-e-Fúria-7
“Viver sem conhecer o passado é andar no escuro”.
Essa é a mensagem principal do filme ‘Um história de amor e fúria’, de Luiz Bolognesi, que chegou aos cinemas dia 5 de abril de 2013.

Na trama, Selton Mello dá voz ao personagem principal, na Guanabara de 1560. Ele é um índio tupinambá que precisa proteger sua amada, Janaína (voz de Camila Pitanga), e os poucos sobreviventes de sua etnia, das maldades dos portugueses.
Com um quê místico, o homem sobrevive sempre que a morte o encontra.
Janaína reaparece em sua vida no corpo de outras mulheres ao longo dos anos, enquanto o homem passa por movimentos políticos importantes, como a balaiada, que aconteceu no Maranhão e deu origem ao cangaço.

O amor dos dois personagens é forte e puro, e as dificuldades impostas pelo tempo são o fio condutor da melancolia do personagem de Selton.
Ele fez diversas indagações importantes, por ser também o narrador da história, enquanto conduz o espectador pelos dois últimos trechos da história: a ditadura militar em Maio de 1968 e a luta pela água potável, no Rio de Janeiro de 2096.
O povo é sempre oprimido, marginalizado, e os personagens de Selton e Camila são fortes e corajosos, mesmo durante as torturas militares.

Feito em animação 2D, o filme marca a estréia de Bolognesi como diretor.
Sua esposa Laís Bodanzky (de ‘As Melhores coisas do Mundo’) atua como produtora.

Rodrigo Santoro faz uma pequena participação como líder da tribo tupinambé que enfrenta o personagem de Selton.
Os efeitos especiais são excelentes, aguçando a linguagem em HQ.
A trama é ágil, inteligente e o cunho político torna a narrativa ainda mais interessante. Na trilha sonora, Nação Zumbi, Cidadão Instigado e Camila Pitanga, cantando ‘Morada Boa’.

Cotação: Muito bom

Ideal para: fãs do cinema nacional; fãs de Selton Mello; fãs de Camila Pitanga; pessoas que gostam de filmes políticos

 

Os Croods

croods

A colunista assistiu o filme a convite da distribuidora.

Chris Sanders acertou de novo.
O diretor dos mega sucessos ‘Como Treinar seu Dragão’ e Lilo e Stitch’ fez de ‘Os Croods’, novo filme da DreamWorks, uma obra prima da animação.
Concebido primeiramente como um filme em stop motion com personagens de massinha, ‘Os Croods’ é um filme sobre família e união.

A família pré-histórica Crood é comandada pelo patriarca Grug (voz original de Nicolas Cage).
Na caverna, junto com ele, vivem sua esposa Ugga (Catherine Keener), seus filhos Eep (Emma Stone), Thunk (Clark Duke) e Sandy (Randy Thom) e a mãe de Ugga, Vó (Cloria Leachman).
O lema de Grug é ‘não tente nada novo’.

Eles caçam, trabalham em equipe e enfrentam os perigos do ‘lado de fora’ (como é chamado o local que não é a caverna) para conseguirem sobreviver.
Tudo parece bem, mas a adolescente Eep está cansada dessa vida pacata.
Ela gosta de ver o sol e de explorar lugares que não conhece. Ela quer viver.

Uma noite, Eep sai da caverna escondida para seguir uma luz.
Após chegar no ponto mais alto dos rochedos, ela dá de cara com um tronco pegando fogo, e fica encantada com a cena.
Eis que surge o esperto Guy (voz de Ryan Reynolds, de ‘Lanterna Verde’), um forasteiro que se veste com pele de javali e carrega um estranho animal chamado Braço, que serve como cinto para segurar suas calças e também como companheiro de viagem. Braço é responsável por vários momentos engraçados do filme.

Uma explosão acontece e a família Crood se vê diante de um mundo novo, nunca antes visto.
É nesse mundo novo, colorido, com animais diferentes e ainda mais perigos que a família precisa esquecer as diferenças e se unir, para conseguirem sobreviver e para isso contam com a ajuda de Guy, que apresenta a eles coisas interessantes como sapatos, guarda chuvas, armadilhas e piadas.
A família se apega ao novato, para desespero de Grug.

‘Os Croods’ não é somente para o público infantil, por se tratar de uma animação.
É para a família toda, pois conta com ensinamentos que nunca podem ser esquecidos, como o amor e a lealdade.
Destaque para a balada fofa ‘Shine your Way’, da banda Owl City com a cantora Yuna.

Cotação: Muito bom

 

Um porto seguro

Um-Porto-Seguro

 

Mais um livro de Nicholas Sparks foi adaptado para o cinema.
‘Um Porto Seguro’ no Brasil saiu pela editora Novo Conceito e sua adaptação chegou aos cinemas em abril de 2013, tendo como casal principal os atores Josh Duhamel e Julianne Hough.

Duhamel (mais conhecido como ‘marido da cantora Fergie’) atuou no filme ‘Transformers: O lado oculto da Lua’ e fez par com Kirsten Bell no romance ‘Quando em Roma’.
Menos conhecida, o grande papel de Julianne até agora foi em ‘Rock of Ages’, onde atuou com Tom Cruise.

Na trama, dirigida pelo sueco Lasse Hallström (‘Querido John’ e ‘Sempre ao seu lado’), a misteriosa Katie (Julianne) está fugindo de uma vida violenta.
Ela chega até a pequena cidade de Southport evitando falar sobre seu passado, permanecendo em silência durante grande parte do tempo e trabalhando duro.

Ela logo conhece o charmoso viúvo Alex (Duhamel), que tenta ajudar a jovem a se adaptar melhor ao local, e fica amiga de Jo (Cobie Smulders), sua vizinha mais próxima.
Enquanto ela tenta levar uma vida tranquila longe de Boston, seu passado a persegue. E ele ressurge na forma de Kevin (David Lyons).

O filme é morno durante grande parte do tempo, intercalando cenas engraçadinhas com o romance de Alex e Katie.
Os últimos 20 minutos são excelentes, com ares de suspense e uma grande surpresa.
Julianne Hough ainda não é uma grande atriz, mas está caminhando para isso. Duhamel faz o papel de sempre: o galã que salva a mocinha.
O filme é indicado, basicamente, para fãs de Nicholas Sparks.

Cotação: Bom

 

image Jack, o caçador de gigantes

Filme é engraçadinho, e nada mais 🙁

Oz – Mágico e Poderoso

oz-magicoepoderoso

 

O novo filme da Disney, ‘Oz – Mágico e Poderoso’ é visualmente impressionante.
As primeiras cenas, em preto e branco, são incríveis e capazes de transportar o espectador ao Kansas de 1905.

Na trama, Oscar Diggs (James Franco), um mágico farsante, tenta fugir de uma briga roubando um balão no circo em que trabalha, e acaba indo parar de no meio de um furacão que está se formando.

Após alguns minutos de desespero, ele chega a um local diferente e muito colorido, e dá de cara com a bela Theodora (Mila Kunis).
A jovem fica encantada com o visitante, e diz que pretende apresentá-lo a sua irmã Evanora (Rachel Weisz, mais linda do que nunca).
As duas irmãs acreditam que a profecia está se cumprindo e que Oz é o mágico pelo qual todos estavam esperando.

Oz fica feliz com a possibilidade de ter uma vida de luxo e riqueza no local, porém, as coisas ficam um pouco mais complicadas.
Ele conhece a outra bruxa do local, Glinda (Michelle Williams), e precisa descobrir qual das três está mentindo e assim, lutar contra a maldade para salvar a terra de Oz e a si mesmo.

Ele conta com a ajuda do engraçado Finley, um macaco alado, e de uma linda boneca de porcelana.
Seus ajudantes inusitados são responsáveis por alguns bons diálogos e James Franco convence na pele de um farsante de caráter duvidoso.
Infelizmente, não é o melhor trabalho do diretor Sam Raimi (trilogia original de ‘Homem Aranha’)

Os efeitos especiais de ‘Oz – Mágico e Poderoso’ são encantadores e fascinam até adultos, sendo o ponto alto do filme.

Cotação: Regular