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All posts by Clarissa Cavalcante

Monte Carlo

A jovem Grace (Selena Gomez, de ‘Os Feiticeiros de Waverly Place’) está juntando dinheiro para poder ir a Paris junto com sua amiga Emma (Katie Cassidy).

Heleno

HELENO

Heleno de Freitas era um homem explosivo. Nesse filme, que retrata o Rio de Janeiro nos anos 40, conhecemos a trajetória do jogador, considerado o primeiro grande ‘problema’ do futebol brasileiro. Fazia o que que queria, se atrasava para os treinos, brigava com os companheiros de time, passava mais tempo no Copacabana Palace do que em campo.

Para os jornais, Heleno era uma festa. Para o técnico, talentoso, mas intratável. Para a torcida, o melhor jogador que o Botafogo já teve, antes de Garrincha. Heleno (Rodrigo Santoro, perfeito) é um astro. Seus lances são precisos, e se vangloria de ‘carregar o time nas costas’. Conquistou muitos inimigos e ganhou o apelido de ‘Gilda’ por causa de seus rompantes de fúria em campo.
Conheceu sua futura esposa, Silvia (Alinne Moraes), na praia de Copacabana. Ela, quando se envolveu com o jogador, sabia de seu temperamento difícil e mesmo assim aceitou casar com ele e tiveram um filho, Luís Eduardo. Heleno era charmoso, alto, e muito mulherengo.

No filme, é retratado um caso dele com a cantora do Copacabana Palace, Diamantina (a colombiana Angie Cepeda). Porém, nem tudo são flores na vida do craque. Heleno tinha problemas com a bebida, era viciado em lança perfume e éter(numa das cenas do longa, podemos ver o jogador tendo alucinações).
Heleno faleceu num sanatório em Barbacena, seis anos depois de ser internado, por conta de complicações com sífilis.
Rodrigo Santoro está incrível no papel, praticamente irreconhecível nos trajes da época, cabelo engomado, e voz baixa.
As cenas em que o jogador está no fim da vida, magro, doente e tendo alucinações, são de arrepiar.

 

Cotação: Muito bom Ideal para: fãs do cinema nacional, fãs de Rodrigo Santoro

Eu não sei como ela consegue

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Nesse filme,  Sarah Jessica Parker é Kate Reddy, que tem que desdobrar nas funções de mãe, esposa e funcionária exemplar, sofrendo cobranças e muito culpa por não conseguir ter tempo o suficiente.
Ela conta com a ajuda do marido (Greg Kinnear) para cuidar de duas crianças, tem uma melhor amiga, Alison (Christina Hendricks, de ‘Mad Men’) que é mãe solteira, tem uma assistente, Momo (a linda Olivia Munn) e, para fechar com chave de ouro, seu chefe, Clark (Kelsey Grammer), acha que ela é capacitada para assumir um posto mais alto no emprego, que fará com que ela trabalhe mais e fiquei menos tempo em casa.

Assim, com esse aumento de carga horária e um marido nada satisfeito, Kate viaja para conhecer um possível investidor, Jack Abelhammer (Pierce Brosnan), que é bonito, charmoso e ao longo do filme parece estar realmente interessado nela.
Algumas cenas do filme são realmente engraçadas, como por exemplo, quando Kate quer ficar bonita na cama enquanto espera seu marido antes de dormir e, depois de esperar bastante, acaba caindo no sono. Ou então quando envia uma mensagem pornográfica para Jack, mas que deveria ser para Alison.

Nesse filme, é um pouco difícil não pensar em Sarah Jessica como Carrie (da série ‘Sex and the City’, da HBO). Kate parece uma Carrie mais madura, casada, com filhos e responsável. A voz em off está lá, o figurino bonito também, o carisma da atriz, idem.
O marido interpretado por Kinnear fica um pouco de lado em certo ponto da história, mas seu final ao lado de Kate é convincente.

‘Eu não sei como ela consegue’ é um filme que retrata a condição da mulher que trabalha e que precisa de desdobrar em mil para conseguir dar conta de todos os afazeres do dia a dia, equilibrando os pratos sem descer do salto alto.

 

Cotação: Muito bom
Ideal para: pessoas que gostam de comédias românticas, fãs de Sarah Jessica Parker

A Rainha

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Nesse filme de 2006, a atriz britânica Helen Mirren (‘As garotas do calendário’ e ‘Reds – Aposentados e perigosos’) é a Rainha Elizabeth II, que não consegue entender a comoção que a morte da princesa Diana causa na Inglaterra e no mundo.

O recém eleito Tony Blair (Michael Sheen) é então responsável por tomar as medidas necessárias para reaproximar a família real da população, que não aceita que os monarcas fiquem reclusos em Balmoral, na Escócia, e não façam questão de partilhar a dor da perda da princesa.
Os príncipes Harry e William aparecem pouco, somente nas cenas referentes ao enterro da mãe, e o foco do filme é mostrar a tensão na qual a família se encontra naquele momento, sendo esmagada pela mídia e tendo um primeiro ministro impotente, pois Elizabeth se recusa a fazer alguma aparição pública ou discurso para acalmar os ânimos da população.
O príncipe Charles é representado pelo ator Alex Jennings, sem carisma algum.

Numa das melhores cenas do longa, Philip (James Cromwell) repreende a esposa por assistir a um documentário sobre Diana na TV. No fundo, eles se sentem culpados pelo circo que está sendo feito do lado de fora do palácio.
Destaque para a atriz Helen McCrory, que faz a esposa debochada de Tony Blair, Cherie.

‘A Rainha’ é um filme frio, que mistura cenas reais do enterro de Diana.
As flores e mensagens deixadas nos portões do palácio de Buckingham, os príncipes recebendo as condolências da população, além de depoimentos de anônimos completamente arrasados com a perda da ‘princesa do povo’, mas que mostra uma visão diferenciada sobre o acontecimento: a (falta de) reação da família real.

 

Cotação: Muito bom
Ideal para: fãs de filmes históricos, fãs de Helen Mirren, pessoas que sentem saudade da princesa Diana

A Garota de Rosa Shocking

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Nos anos 80, ruivinha Molly Ringwald era presença certa nas telonas.
Depois do sucesso em ‘Gatinhas e Gatões’, de 1984, a atriz esteve presente na comédia adolescente ‘A garota de rosa-shocking’.
Nesse filme, ela interpreta Andie, uma menina pobre que é bolsista numa escola de riquinhos, e que sonha em ter um vestido (cor de rosa) para ir ao baile de formatura. Seu pai está desempregado, e ela tem como seu fiel escudeiro o engraçadíssimo Duckie (Jon Cryer, o Alan Harper de ‘Two and a Half Men’), seu amigo de todas as horas, que sente uma paixão platônica por ela.

Porém, para complicar a situação, Andie começa a se interessar por Blane (Andrew McCarthy, de ‘O primeiro ano do resto de nossas vidas’), amigo do menino mais metido e popular do colégio, Steff (James Spader, o Robert California de ‘The Office’), que não aceita o interesse de Blane pela ruivinha pobre.
‘Ela não é como nós’, diz ele em certo momento do filme. E ele está certo.

O filme se desenrola, e fica claro que Blane e Andie realmente pertencem a mundos diferentes. Ele tem uma BMW. Ela mora no subúrbio. Ela trabalha na loja TRAX.
Ele ganha mesada dos pais. Ela só tem um amigo. Ele tem como amigos os meninos mais descolados e populares da escola. Porém, Blane é diferente, é sensível, honesto, e não um ‘maria vai com as outras’ como parece no início.
E convida Andie para ir ao baile com ele, e ela, extremamente feliz e para a tristeza de Duckie, aceita.

Essa comédia adolescente, que consegue ser bem clichê em certos momentos, como a menina rica e linda que pega no pé de Andie na aula de educação física, tem certos momentos que são impagáveis e históricos, como Duckie na loja TRAX cantando ‘Try a little tenderness’, de Otis. Após algumas confusões, enganações, frases preconceituosas ditas por Steff e as fofuras de Duckie (com certeza, a estrela do filme), tudo acaba bem, Blane e Andie ficam juntos e Duckie aceita que entre ele e Andie não existirá nada mais do que amizade.

‘A garota de rosa shocking’ é um filme no estilo adolescente-ensino médio-fofo-sessão da tarde, um filme eterno, que fica na nossa cabeça mesmo depois do fim.
A trilha sonora, de primeira linha, com músicas das bandas The Smiths (Please Please Please Let Me Get What I Want) e INXS (Do what You do), impressiona.

Cotação: Muito bom

Em Busca da Terra do Nunca

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O autor de peças teatrais J.M. Barrie (Johnny Depp) está passando por um período difícil.
Sua última peça não agradou muito aos espectadores londrinos, e, por causa do investimento que deu errado, ele precisa alcançar um grande sucesso em sua próxima montagem e reconquistar a confiança de Frohman (Dustin Hoffman) para continuar sendo um nome de prestígio na cena teatral inglesa.
Um dia, no parque, com seu cão, ele conhece a viúva Sylvia Llewelyn Davies (Kate Winslet) e seus quatro filhos, George (Nick Roud), Michael (Luke Spill), Jack (Joe Prospero) e Peter (Freddie Highmore), que depois de conhecer melhor o escritor, se mostra muito apegado a ele.

Enquanto a amizade de Barrie e Sylvia evolui, e os meninos se acostumam com a presença dele em suas vidas, muitas pessoas da sociedade inglesa começam a ver maldade no relacionamento dos dois.
Em certo momento, Frohman diz a Barrie que algumas pessoas estão desconfiando das intenções dele para com os meninos. Barrie diz que tudo não passa de maldade e que não existe nada além de amizade entre ele e a família Davies.

Eles passam por muitas aventuras juntos, e Barrie instiga a imaginação dos meninos, inventando brincadeiras sobre piratas, sereias, caubóis, fadas e outras criaturas mágicas, fazendo assim com que eles esqueçam a dor da perda do pai e lutem contra o temperamento possessivo de sua avó, Emma (Julie Christie).

O escritor, instigado pelo convívio com os meninos, cria sua obra prima teatral, ‘Peter Pan’. A peça se torna um sucesso, agradando tanto a adultos quanto a crianças.
Infelizmente, Sylvia morre depois de contrair uma doença. Ao fim do filme, Barrie e Emma ficam com a guarda dos 4 meninos.

Esse drama, que chegou ao Brasil em 2004, foi o responsável pela revelação do lindinho Freddie Highmore, que no ano seguinte trabalhou com Johnny Depp em ‘A Fantástica Fábrica de Chocolates’. Seu último trabalho nos cinemas foi ‘A arte da conquista’, com Emma Roberts.

Cotação: Muito bom

image O Casamento do Ano

Uma família disfuncional, um casamento e um fim de semana cheio de emoções 😉

Os Estagiários

 

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O colunista* assistiu ao filme a convite da distribuidora

Mais uma comédia de Vince Vaughn e Owen Wilson. Eu poderia falar muita coisa sobre Os Estagiários apenas com essa primeira frase.
Quem já assistiu a qualquer comédia em que um desses atores participam sabe do que estou falando: carismáticos, engraçados e, mesmo que o roteiro não seja tão legal, não deixam o filme não cair na chatice.
‘Os Estagiários’ não foge a essa regra.

No filme, Billy McMahon (Vince Vaughn) e Nick Campbell (Owen Wilson) são vendedores de relógios de meia idade que ficam desempregados e conseguem uma oportunidade de participar do programa de estágio da Google.

O roteiro, do próprio Vince Vaughn, não deixa as duas horas de filme tão maçantes com ótimas piadas sobre o mundo nerd e consegue envolver o espectador tanto em desafios (entender todas as referências citadas no filme é um grande desafio), como em momentos engraçados com os personagens.

Shawn Levy, que dirige o longa, é responsável pelos filmes “Uma Noite no Museu”, “Recém-Casados”, “Doze é Demais” e um filme que gosto muito: “Uma Noite Fora de Série”.

A grande diferença de Os Estagiários é a forma como a Google foi retratada. Diferente de “A Rede Social” – em que mostra o início do Facebook, mas foca na personalidade de Mark Zuckerberg – no filme de Vaughn o que tenta se mostrar é o espírito da empresa, como é a vida dos funcionários e, principalmente, o que a Google procura em alguém.
Como consequência, a mensagem passada, ao fundo, não passa de uma grande propaganda da empresa e um bom registro histórico da dinâmica atual de empresas de tecnologia.

Apesar disso não digo que o filme seja ruim, pelo contrário – como disse no primeiro parágrafo – o filme cumpre seu papel de divertir e os atores e personagens são carismáticos, tanto os veteranos, quanto os novatos.

Cotação: Bom

Ideal para: fãs de Vince Vaughn e Owen Wilson; quem quer trabalhar na Google

 

Ficha técnica

Direção: Shawn Levy

Elenco: Vince Vaughn, Owen Wilson, Dylan O’Brien, Rose Byrne, Max Minghella, Joanna Garcia, John Goodman, Aasif Mandvi, B.J. Novak

Roteiristas: Vince Vaughn, Jared Stern

*Essa resenha foi escrita pelo Gabriel, do Clube da Adrenalina.

Wolverine: Imortal

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A colunista assistiu ao filme a convite da distribuidora.

Pela sexta vez interpretando o mutante de garras de adamantium nos cinemas, Hugh Jackman faz um bom trabalho em ‘Wolverine: Imortal’.
O ator, que está com 44 anos, ainda tem fôlego para correr, pular e se dá bem nas cenas de ação.
A direção de James Mangold (‘Garota Interrompida’, ‘Encontro Explosivo’, ‘Johnny e June’) é boa, mas não impressiona.
“Wolverine – Imortal” segue os acontecimentos de “X-Men: O Confronto Final”.

Na trama, que se passa, basicamente, no Japão, Logan não quer mais ser um super herói.
Ele se afastou de todos e mora em uma caverna e um dia é encontrado pela jovem Yukio (Rila Fukushima).
O mestre dela, Yashida (Hal Yamanouchi), foi salvo por Logan em Nagasaki, no Japão, na época em que a bomba atômica foi detonada.
Agora que está morrendo, Yashida que rever Logan e propõe que seu fator de cura seja transferido para ele, de forma que Logan possa se tornar mortal.

Tenso com a situação e atormentado com sonhos onde Jean Grey (Famke Janssen, vista em ‘João e Maria: Caçadores de Bruxas’) aparece, Logan acaba infectado pela médica de Yashida, Víbora (Svetlana Khodchenkova).
Vendo sua imortalidade ir embora, o herói precisa, além de se curar, proteger a linda Mariko (Tao Okamoto).
A neta de Yashida é alvo tanto de seu pai, Shingen (Hiroyuki Sanada) quanto da Yakuza, a máfia japonesa.

Os dois resolvem então fugir, com a ajuda de Yukio, e juntos, devem deter seus adversários.
As cenas de ação são interessantes e Tao Okamoto é uma boa atriz.
Algumas situações interessantes acontecem nos 20 minutos finais, que são, sem dúvida, os melhores do filme.

O brasileiro José Padilha também teve seu nome associado ao projeto, mas a parceria não foi adiante.
Um dos pontos fracos do filme é o romance entre Mariko e Logan, que é sem graça e forçado.
O 3D é bom, mas não faz muita diferença.‘Wolverine: Imortal’ cumpre seu papel: entreter e divertir a platéia, já que se trata, obviamente, de um filme de verão norte americano.

A cena mostrada entre o fim do filme e os créditos é bacana. Fãs da franquia ‘X-Men’ vão curtir.
Cotação: Bom

Ideal para: pessoas que gostam de filmes de ação; fãs de Hugh Jackman; fãs da franquia ‘X Men’

O Cavaleiro Solitário

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A colunista assistiu ao filme a convite da distribuidora.

O diretor Gore Verbinski (‘O Chamado’ e trilogia ‘Piratas do Caribe’) teve uma difícil missão: levar para as telonas o grande sucesso da TV americana, exibida nos anos 40 e 50.
Em sua nova parceria com Johnny Depp, Gore dirige com maestria a trama que teve trilha sonora de Hans Zimmer (‘Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge’, ‘Gladiador’, ‘O Código da Vinci’, ‘O Homem de Aço’).

Nesse filme, que chegará aos cinemas no dia 12 de julho, o honesto advogado John Reid (Armie Hammer) está de volta ao Texas.
Lá vivem seu irmão Dan (James Badge Dale), sua cunhada Rebecca (Ruth Wilson) e seu sobrinho Danny (Bryant Prince).
Dan é um Texas Ranger e um dia, quando leva John junto a seu bando para patrulhar, acaba numa emboscada armada pelo odioso Butch Cavendish (William Fichtner).

Dan morre e John é salvo pelo índio Tonto (Johnny Depp), que cuida dele.
Tonto crê que John foi escolhido por um mensageiro espiritual e parte com ele numa jornada em busca de Cavendish.
Os dois de início não se dão bem. Tonto chama John de ‘kemosabe’, o que gera grande conflito em entre eles.

Nesse filme cheio de ganância, ação, intrigas, jogos políticos, traições e sangue, um dos grandes destaques é Bryant Prince, o fofo filho de Dan.
Ruth Wilson (vista antes em ‘Ana Karenina’) é uma mistura entre as atrizes Emma Stone e Michelle Monaghan.
Sua atuação não é das melhores, diferente de Armie Hammer, que melhorou muito desde ‘A Rede Social’.

Tom Wilkinson (‘Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças’) e Barry Pepper (‘Bravura Indômita’) também estão no elenco do longa, que foi filmado em Utah, no Colorado e na Califórnia.
Os atores principais tiveram aulas de tiro e aprenderam a andar a cavalo. ‘O Cavaleiro Solitário’ é um bom filme, ideal para quem gosta de ação e aventura.

Cotação: Bom