O Rei do Show

P. T. Barnum (Hugh Jackman, o ”Wolverine”) ficou conhecido como o pai do circo moderno e também como “príncipe da falcatrua”. Vindo de uma origem humilde, o showman era criativo e tinha uma tendência natural de enganar seu público, e após perder seu emprego decide montar um ”show de aberrações” na esperança de ficar famoso e rico.
Fazem parte do show a Mulher Barbada (Keala Settle), o anão Tom (Sam Humphrey), a acrobata Anne (a atriz e cantora Zendaya) e seu irmão W.D. (Yahya Abdul-Mateen II) e vários outros artistas que sofriam preconceito por serem diferentes. Barnum tem o apoio de sua esposa Charity (Michelle Williams) e de suas filhas Caroline (Austyn Johnson) e Helen (Cameron Seely) para seguir seu sonho.

Um dia, Barnum conhece Philip (Zac Efron, ex estrela da Disney), que vem a ser seu sócio no circo e assim o negócio cresce, atraindo muitos fãs para as apresentações e também uma crescente onda de ódio da população de Nova York, que não aceita a ascensão social da família Barnum e também é contra o sucesso das ”aberrações”. Os artistas do circo sofrem os mais diversos tipos de preconceito, mas a fama do empreendedor cresce, sendo até recebido pela Rainha Victoria da Inglaterra.

Após algum tempo, Barnum conhece a cantora Jenny Lind (a sueca Rebecca Ferguson, de ”Florence: Quem é Essa Mulher?” e ”A Garota no Trem”) e fica encantado com ela. Usando sua boa lábia, ele convence a cantora a fazer apresentações pelos Estados Unidos e começa a faturar alto com a turnê de 93 apresentações, passando muito tempo fora de casa, para tristeza de sua mulher e filhas.
O musical tem pouco mais de 2 horas de duração e encanta pelo visual caprichado, pelo elenco diverso e pelas ótimas ”The Greatest show” e ”Rewrite the stars”, as melhores canções da trilha sonora. O filme é um show – literalmente – e tudo na tela faz sentido: as cores, os figurinos, as coreografias. Por ser um filme de época, a produção poderia dar errado e sair de um jeito meio caricato, mas nada disso acontece. O filme ganhou um Globo de Ouro 2018 por ”Melhor canção original”. 
A direção ficou por conta do novato Michael Gracey.

 

Cotação: Muito bom

Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, trabalha com redes sociais e produz conteúdo para web desde 2012.
Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ”Coluna Clichê” sobre os filmes que assiste no cinema e na TV.

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