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“A Disney absorveu mais de nós do que nós deles”, afirma presidente da Pixar

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A Disney e a Pixar sempre andaram lado a lado muito antes da gigante do entretenimento comprar a produtora responsável por colocar a tecnologia digital nos cinemas, em 2006. Mas engana-se quem acha que a companhia desenvolvida por Steve Jobs e Edwin Catmull foi obrigada a absorver a cultura criada por Walt Disney.

“Para falar a verdade, acho que a Disney absorveu mais de nós do que nós absorvemos da Disney”, disse Jim Morris, presidente da Pixar, durante visita ao Brasil. Recém-promovido à presidência, Morris está na Pixar desde 2005 e acompanhou de perto a relação das duas produtoras, que diz ser muito amigável.

“A primeira coisa que acho que foi importante para a Walt Disney Animation é que Ed Catmull e John Lasseter, que são meus chefes, foram convidados a revigorar o estúdio, porque eles estavam passando por um período meio de ‘seca’ criativa e seus filmes tinham decaído um pouco”, diz Morris, referindo-se aos fundadores da Pixar, que hoje são respectivamente presidente e chefe criativo dos dois estúdios.

“John e Ed pegaram muitas das mesmas filosofias que usaram para desenvolver a Pixar para tentar revigorar os longas de animação da Disney. E fizeram um trabalho fantástico. Os filmes recentes da Disney Animation foram ótimos e muito bem-sucedidos. Nunca vi uma virada criativa como essa em uma companhia”, acredita Morris. E com razão, já que as bilheterias das produções da Disney vêm crescendo desde “Bolt: Supercão” (2008), culminando com o sucesso estrondoso de “Frozen”, animação mais bem-sucedida da história, ultrapassando “Toy Story 3”, da Pixar.

Se a Disney se beneficiou e evoluiu com a parceria, para Morris, a Pixar continua basicamente a mesma. “Nós nos mantivemos basicamente os mesmos. Trabalhamos muito próximo deles, mas nossa cultura é muito distinta. Gosto de pensar que os ajudamos muito e gostamos de trabalhar com eles, mas não acho que nossa cultura mudou muito como resultado”.

Essa cultura que é tão enfatizada pelo executivo resultou em algo que aproxima os dois estúdios no dia a dia: a prática de mostrar as produções de um estúdio ao conselho criativo do outro, para receber “pitacos”. Chamados de “story trust” (na Disney) e “brain trust” (na Pixar), esses conselhos servem para apontar falhas e problemas nas animações, e fazem parte da cultura Pixar introduzida na Disney por Lasseter.

“O papel que temos um para o outro é de trazer um olhar fresco aos filmes e ajudar a resolver qualquer questão de história ou personagem. Temos uma relação muito amigável”, explica Morris, enfatizando que as duas produtoras não costumam trabalhar diretamente juntas.

 

Franquias

Morris também ressalta que a Disney interfere bem pouco na maneira em que a Pixar trabalha e nos filmes que decide fazer, o que talvez seja uma das razões para o estúdio ter tão poucas franquias no currículo –dos 14 filmes lançados até hoje, apenas quatro foram sequências. Mas esta relação deve mudar nos próximos anos, com mais quatro sequências entre as dez produções já confirmadas.

“Acho que é mais coincidência, para ser honesto. A Disney não nos diz que filmes fazer e pede muito pouco de nós nesse quesito. Eles nos pedem sim que façamos bons filmes, mas é essa é a exigência. A maneira em que escolhemos nossos filmes na Pixar tem a ver com o que é a paixão do diretor”, conta Morris.

“Algumas empresas fazem sequências porque estão procurando uma maneira de ganhar dinheiro. Mas todos os nossos filmes foram muito bem sucedidos. Então, realmente não precisamos fazer isso. Conseguimos focar no que o cineasta quer fazer. E apoiamos isso, somos um estúdio guiada pelos cineastas. Às vezes eles têm uma nova ideia com a qual estão animados, outras vezes querem explorar um mundo em que já estivemos”, explica.

Um exemplo disso foi a decisão de produzir a sequência de “Procurando Nemo”. Previsto para junho de 2016, “Procurando Dory” vai se passar seis meses depois do primeiro filme e foca na busca de Dory por sua origem, que ela descobrirá estar ligada a uma instituição de preservação da vida marinha na Califórnia.

“Andrew Stanton fez ‘Procurando Nemo’ há um bom tempo e fez muitos filmes no meio tempo. E não tinha nenhuma intenção de fazer uma sequência, não foi pedido que fizesse, mas ele teve uma ideia que o deixou animado, que é a ideia do ‘Procurando Dory’. Eles costumam depurar essas ideias por um bom tempo, mas conforme avançou, ele ficou animado em fazer esse filme, então apresentou a ideia a nós. Era uma boa história e gostamos. Choramos quando ele contou a história, porque era muito sentimental. É assim que escolhemos nossos filmes”, conclui.

Além de “Procurando Dory”, a Pixar já confirmou para os próximos anos duas outras três sequências: “Carros 3” e “Os Incríveis 2”, ambos sem data de estreia, e “Toy Story 4”, previsto para junho de 2017.
Antes disso, porém, o estúdio levará às telas em 2015 duas produções originais: “Divertida Mente”, animação cujos personagens principais são as emoções de uma garotinha, e “O Bom Dinossauro”, que explora o que teria acontecido se um asteroide não tivesse exterminado os répteis.

 

 

via: UOL

Stan Lee fala sobre sua participação em “Big Hero 6”

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Sempre presente nos filmes da MarvelStan Lee fez uma participação no filme da Disney, “Operação Big Hero”. O quadrinista dará voz ao pai de Fred (ou Fredzilla), companheiro de batalha de Hiro e Baymax e, em vídeo, fala de sua empolgação por fazer parte desse projeto. Veja:

 

 

A obra adapta os personagens dos quadrinhos da Marvel. Nas HQs, Hiro Takachiho e seus amigos, com a ajuda do robô Baymax, enfrentam inimigos para salvar a cidade em que vivem. Na animação protagonista ganha um novo sobrenome e passa a se chamar Hiro Hamada. O menino prodígio descobre uma conspiração criminosa que ameaça a paz da cidade futurística San Fransokyo. Com ajuda de seu melhor amigo, Baymax, Hiro reúne uma equipe de combatentes para enfrentar os inimigos.

”Big Hero 6” estréia em 25 de dezembro no Brasil.

Confira 5 pôsters de “Divertida Mente”, nova animação da Pixar

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A Pixar divulgou cinco novos pôsteres ilustrando Alegria, Tristeza, Raiva, Nojo e Medo, os personagens da animação Divertida Mente (Inside Out), dirigida e escrita por Peter Docter (Monstros S.A. e Up! – Altas Aventuras).

O filme nos leva à mente da garotinha Riley, que sai de sua vida no interior quando seu pai consegue um trabalho em São Francisco, Califórnia. Como todos nós, Riley é guiada por suas emoções – Alegria (Amy Poehler), Medo (Bill Hader), Raiva (Lewis Black), Nojo (Mindy Kaling) e Tristeza (Phyllis Smith). As emoções moram na Sede, o centro de controle dentro da mente de Riley, onde eles a ajudam no seu dia. À medida que Riley e suas emoções têm dificuldades para se ajustar a nova vida em São Francisco, uma turbulência acontece na Sede.

Mesmo que Alegria, a principal e mais importante das emoções de Riley, tente manter tudo bem, as emoções entram em conflito sobre como navegar na nova cidade, casa e escola. Divertida Mente estreia no Brasil em 2 de julho de 2015.

Os livros da Pixar

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Os filmes da Pixar são um sucesso no mundo todo.
A empresa, que foi criada em 1986, lançou grandes sucessos do cinema como ”Vida de Inseto”, ”Monstros S. A.”,  ”Procurando Nemo”,  ”Os Incríveis”, ”Ratatouille”, ”Wall-E”, ”Up – Altas Aventuras” e  ”Toy Story 1, 2 e 3”.

Os desenhos da Pixar são sempre redondinhos e fofos. Nos Estados Unidos, já foram lançados alguns livros com esboços, imagens que serviram de inspiração e outros materiais referentes aos filmes que encantam gerações.

Confira:
The Art of The Incredibles, de Mark Cotta Vaz

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Repleto de artes conceituais do filme ”Os Incríveis”, o livro foi lançado em 2004.

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The Art of Toy Story 3, de Charles Solomon
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The Art of Up!, de Tim Hauser

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The Art of Pixar Short Films, de Amid Amidi

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The Art of Pixar, de Amid Amidi
O livro tem 320 páginas de ilustrações dos maiores sucessos da empresa.

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Outros livros com ilustrações dos desenhos da Pixar são: ”The Art of Wall E”, de Tim Hauser; ”The Art of Monsters Inc”, de Tom Lassater e ”The Art of Toy Story 3”, de Charles Solomon.

Se você gosta da Disney, também pode se interessar pelos livros ”The Art of Princess and The Frog”, de Jeff Kurtti; ”The Art of Frozen”, de Charles Solomon e ”The Art of Lion King”, de Christopher Finch.
Todos os livros citados acima são encontrados na Amazon norte americana: www.amazon.com 

 

+ EXTRA +

Se você não é muito fã da Pixar, talvez possa se interessar por esses livros:

Star Wars Storyboards: The Original Trilogy, de J.W. Rinzler

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The Art of My Neighbor Totoro: A Film by Hayao Miyazaki, de  Hayao Miyazaki

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Para saber mais sobre livros de ilustração, acesse aqui um post muito bacana do blog do Anima Mundi.

 

Regras da Pixar para criar uma boa história

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1. Um personagem deve se tornar admirável pela sua tentativa, mais do que pelo seu sucesso.

2. É preciso manter em mente o que te cativa como se você fosse parte da público, e não pensar no que é divertido de fazer como escritor.
As duas coisas podem ser bem diferentes.

3. A definição de um tema é importante, mas você só vai descobrir sobre o que realmente é a sua história, quando chegar ao fim dela.
Então reescreva.

4. Era uma vez um/uma________. Todo dia,__________. Um dia, então__________. Por causa disso, __________. Por causa disso__________. Até que finalmente_______.

5. Simplifique. Tenha foco. Combine personagens. Não desvie do principal.
Você sentirá como se estivesse perdendo material valioso, mas ficará mais livre.

6. No que os seus personagens são bons e o que os deixa confortáveis? Coloque-os no lado oposto a isso. Desafie-os.
Como eles lidarão com essas situações?

7. Crie o final antes de saber como será o meio. Sério. Finais são difíceis, então adiante o seu trabalho.

8. Termine a sua história e deixe-a, mesmo que não seja perfeita. Siga em frente. Faça melhor da próxima vez.

9. Quando você tiver um “branco”, faça uma lista do que não irá acontecer no andamento da história.
Muitas vezes, é assim que surge a idéia de como continuar ela.

10. Separe as histórias que você gosta. O que você vê de bom nelas é parte de você.
É preciso identificar essas características, antes de usá-las.

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11. Colocar no papel permite que você comece a consertar as falhas. Se deixar na sua cabeça até aparecer a idéia perfeita, você nunca compartilhará com ninguém.

12. Ignore a primeira coisa que vier a sua cabeça. E a segunda, terceira, quarta, quinta – Tire o óbvio do caminho. Surpreenda a si mesmo.

13. Dê opiniões aos seus personagens. Passivo/maleável pode parecer bom enquanto você escreve, mas é um veneno para o público.

14. Por que você precisa contar essa história? Qual é o combustível que queima dentro ddela, e do qual ela se alimenta?
Esse é o coração da história.

15. Se você fosse o seu personagem, e estivesse na mesma situação, como você se sentiria?
Honestidade dá credibilidade para situações inacreditáveis.

16. O que está em jogo? Nos dê uma razão para nos importarmos com o personagem. O que irá acontecer se ele fracassar?
Coloque as probabilidades contra o sucesso.

17. Nenhum material é inútil. Se não está funcionando, largue de mão e siga em frente. Ele pode ser útil mais tarde.

18. Você deve saber a diferença entre dar o seu melhor e ser espalhafatoso. Histórias são para testar, não para refinar.

19. Coincidências que coloquem os personagens em problemas são ótimas; as que os colocam fora deles, são trapaça.

20. Exercício: Divida em pedaços um filme que você não gosta, e o reconstrua de forma que ele se torne um bom filme, na sua opinião.

21. Você deve se identificar com as situações e reações dos seus personagens, e não escrevê-las de qualquer forma.
Você agiria da mesma maneira que eles?

22. O que é essencial na sua história? Qual a forma mais curta de contá-la?
Se você souber a resposta, pode começar a construí-la a partir daí.

 

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