5 perguntas para… Bruno Fagundes e Felipe Hintze

Bruno, de 31 anos, e Felipe, de 26, são atores e esse lançaram um novo projeto: o canal ”Amigo é bom, mas dura muito”, que mistura fragilidades, humor e provocações. As cenas são como quadros, distribuídas de forma não linear, como se os amigos estivessem tentando fazer parte de uma linguagem que não dominam. Amigos da dupla, como Camila Queiroz e Klebber Toledo, já fizeram participações no canal.


Nessa entrevista, eles falam sobre a carreira, criatividade e a ação ”Artistas na Causa”, que busca minimizar os impactos da COVID sobre famílias em situação socialmente vulnerável distribuindo cestas básicas e kit de higiene.

Saiba mais:

Oi Bruno, oi Felipe. Queria começar perguntando como surgiu o interesse de vocês pelas artes.
FELIPE – Eu não sei ao certo quando surgiu esse interesse. Desde que eu me conheço por gente estou envolvido com arte… Teatro sempre esteve presente na minha vida, minha mãe sempre me levou para assistir e sempre me apoiou como ator.

BRUNO – Nasci artista, orgulhosamente. Desde criança sempre troquei a brincadeira de rua por música clássica no meu quarto. Ouvia Bach e Mozart, meus pais só não me achavam esquisito, porque são artistas também. A partir daí, foi só um ajuste de onde estaria minha vocação, talento e dedicação. Ainda procuro (risos).

Como está sendo a quarentena de vocês? Estão exercitando a criatividade?
FELIPE – Dias bons, dias ruins. Tentando ressignificar alguns conceitos definidos por nós mesmos. Estamos tentando ser produtivos na medida do possível. Lançamos uma campanha beneficente chamada Artistas na Causa em plena pandemia que visa levar cestas básicas e kit de higiene para pessoas em estado de vulnerabilidade social. Também estamos trabalhando com o canal, que embora tenhamos gravado todo o material antes da quarentena, estamos trabalhando em home office para dar manutenção a pós-produção.

Bem-humorados, Klebber Toledo e Camila Queiroz ajudam a divulgar ...

BRUNO – O canal é uma ideia mais antiga, então foi muito bom ter tempo suficiente para mexer em um material que já existia. Depois, apesar do período meio travado no início, a criatividade foi deflorando com o tempo da quarentena. Estar perto do Felipe me motivou a fazer as perguntas certas e encontrar respostas dentro de mim. E agora estamos lidando com o resultado disso tudo.

Vocês lançaram o projeto ”O Amigo É Bom, Mas Dura Muito”, um canal de humor sobre dois amigos que têm tanta intimidade, que se colocam em situações constrangedoras, expondo assim suas fragilidades, humor, provocações e percalços da profissão que têm em comum. Como surgiu a ideia para o canal e como vocês pensam nos roteiros dos vídeos?
BRUNO – Percebemos, há muito tempo, que nosso engajamento nas redes sociais aumentava quando postávamos algo juntos. Isso foi um gatilho para criarmos coragem para fazer o canal. O roteiro sai das profundezas da nossa mente, sempre pensamos em algo que nos faz rir primeiro e depois, torcemos para que alguém compreenda e dê risada junto.

FELIPE – O nosso processo de criação é muito único. Eu e o Bruno ligamos uma música clássica e vamos listando várias ideias. A gente roteiriza os episódios e pensa em toda a direção artística. Como o canal é sobre nós mesmos é importante ter a nossa personalidade. Absolutamente tudo passa por mim e pelo Bruno. E a gente não descansa até chegar na nossa perfeição!

Vocês consomem muito Youtube? Que tipo de vídeos mais gostam de assistir?
BRUNO – Sim! Muita música, cultura pop, política, jornalismo e conhecimento. Além do Youtube, sou consumidor ávido de podcasts.

FELIPE – Consumimos! Muitas vezes acabamos as noites deitados no sofá bebendo vinho e vendo vídeos engraçados no YouTube. Acompanho muitos canais de entretenimento como da ”Gioh” e ”Diva Depressão”. Mas também consumo vídeos sobre jornalismo. O YouTube é uma plataforma em que se adquire muito conhecimento.

Trabalhar com o melhor amigo é mais fácil ou mais difícil? Quem são as inspirações de vocês na hora de criar os conteúdos do canal?
BRUNO – Trabalhar com o melhor amigo é como a hora do intervalo da escola que não acaba nunca, sabe? O imperativo aqui é a nossa diversão e bem estar. Isso temos de sobra. Depois vem o processo de ajuste fino para entendermos aonde isso pode se comunicar com alguém. Nossa inspiração bebeu muito na fonte dos programas clássicos de humor americano. A gente sempre parte de uma ideia mais conceitual e deixa ela bastante acessível. Estamos muito orgulhosos com o nosso resultado.

FELIPE – É muito mais fácil. Eu me realizo profissionalmente quando trabalho com arte rodeado com pessoas que eu amo. O Bruno é o melhor parceiro de trabalho que alguém pode ter.
Temos muitas inspirações e referências desde obras de arte a programas de humor. Nosso moodboard é imenso.

Podem falar um pouco sobre a ação Artistas na Causa?
BRUNO- A campanha nasceu pela nossa inquietação e impotência em tempos de pandemia. Ficava sem ar ao perceber que existe tanto potencial desperdiçado, então entrei em contato com uma amiga de infância, a Sabrina de Sá, que trabalha há anos com terceiro setor, e agora na Atados, nossa parceira na campanha. Já havíamos tentado criar iniciativas no passado, mas a pandemia nos empurrou com força. Nosso projeto vai ser reformulado agora, mas segue com o mesmo objetivo. Minimizar os impactos da COVID sobre famílias em situação socialmente vulnerável distribuindo cestas básicas e kit de higienização básica. Essa semana vamos distribuir 39 cestas de alimento e estamos empoderando, simultaneamente, 10 organizações que estão em situação de risco.

FELIPE – Estamos nos últimos dias de campanha e contamos com a sua colaboração. Doe qualquer valor e nos ajude a levar comida e kit de higine para centenas de familias.

Leia Mais
7 perguntas para… Miguel Barbieri Jr.