Crítica: ”A Lista”

Intensa e doce ao mesmo tempo, a peça segue Laurita (Lilia Cabral), uma viúva solitária, moradora de Copacabana e que adora contar que foi professora da rede estadual por 35 anos.
Laurita cuida de seu cachorro, fala todos os dias com as amigas e recebe diversas fake news no Whatsapp, ao mesmo tempo em que sofre com o isolamento durante a pandemia do novo coronavírus.

Ela fica em contato com a jovem vizinha Amanda (Giulia Bertolli), que faz suas compras semanais, já que Laurita não pode sair de casa e se expôr ao vírus – daí vem o nome da peça ”A lista”, pois trata-se da lista de compras do supermercado.
Laurita é sem paciência, reclama de tudo e não vê bondade no gesto de Amanda, que deixa claro que não é obrigada a ajudar a idosa toda semana.
O embate de gerações é o pano de fundo para a peça, em cartaz no Teatro dos 4, na Gávea.

Com a proximidade forçada, as confusões das duas começam por conta de uma chicória que Amanda não sabe escolher, começam a tomar uma proporção gigantesca e acabam transformando a vida das duas.
Amanda, apesar de jovem, já passou por situações muito difíceis na vida e compartilha sua dor com Laurita, que aos poucos vai amolecendo e acolhe a vizinha. Destaque para a cena em que as duas dançam ao som de Barry Manilow.

A peça fica em cartaz até 26 de março.

Cotação: Muito boa

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