Coluna Clichê

Crítica: ''A Ordem''

Séria da Netflix derrapa no roteiro

Crítica: ''A Ordem''
A Netflix vem investindo pesado em novas séries de terror/suspense para agradar aos assinantes - porém, alguns projetos não alcançam o sucesso desejado. É exatamente isso que acontece em ''A Ordem''. A trama fantástica segue o protagonista Jack (Jake Manley), que é aceito na faculdade de seus sonhos e chegando lá recebe um estranho convite para integrar a Ordem Hermética da Rosa Azul, espécie de sociedade secreta lendária. Os estudantes aceitos no grupo precisam passar por diversos testes de lealdade e aprendem a lidar com magia e seres sobrenaturais. Como não poderia deixar de ser, ele se encanta pela comandante de seu grupo, Alyssa (Sarah Grey), que não vai dar mole para o novato. Apesar das dificuldades, Jack consegue ingressar na Ordem e conhece os Cavaleiros de São Cristóvão, os rivais da Ordem e que possuem segredos ainda mais sombrios. Jack, então, se vê no meio dessa luta e precisa descobrir de qual lado realmente quer fazer parte - antes que seja tarde demais. Os episódios são longos e muito chatos, pois parece que a trama não evolui. O roteiro é raso e é muito estranho a série tratar de uma sociedade secreta (em tese) e todos falarem abertamente sobre isso o tempo todo, na cafeteria, nos corredores, na biblioteca, no bar. ''A Ordem'' é uma série que não se preocupa em aprofundar os temas ou explicar a origem dos personagens. Nenhum deles sabe sua real motivação, só seguem a antiga cartilha de ''bem contra o mal'', o que é uma pena.   Cotação: Ruim

Clarissa Cavalcante

Tem 28 anos, é jornalista formada pela UFF e editora-chefe do site. Trabalha com produção de conteúdo para web desde 2012. Apaixonada por cinema, teatro e literatura, escreve críticas sobre os principais eventos culturais do Rio de Janeiro.

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