Crítica: ”Alto Mar”

Nos anos 40, as irmãs Eva (Ivana Baquero) e Carolina (Alejandra Onieva) partem numa viagem de navio da Espanha até o Brasil.
Carolina, a mais velha, irá se casar com Fernando (Eloy Arozín) dentro do navio. Já Eva é escritora e quer terminar seu livro antes de chegar ao Rio de Janeiro. A viagem das duas, que deveria ser tranquila, é abalada com a morte de uma passageira – e essa morte é o início de uma onda de mistérios dentro do navio.
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Quem é a passageira e qual o motivo da morte? Teria ela algum segredo? Alguma coisa ligada ao passado das irmãs Eva e Carolina? A situação fica ainda mais complicada com o descobrimento de certos documentos ligados a Carlos, o pai das irmãs que faleceu de forma suspeita. No início Eva está muito focada no livro, mas sua narrativa melhora quando conhece o charmoso Nicolás (Jon Kortajarena), o primeiro oficial do navio. Os dois, que são muito curiosos, se interessam pela morte e começam uma investigação paralela a que o investigador Varela (Antonio Durán) está conduzindo.
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A série de época tem todos os ingredientes para ser sucesso: protagonistas competentes, lindos figurinos e um cenário de babar. A trama é bem conduzida e cada episódio termina com um cliffhanger interessante para que o espectador continue assistindo ao show.
Também fazem parte da trama a empregada Francisca (Chiqui Fernandéz) e sua filha, a ambiciosa Verônica (Begoña Vargas); Dimas (Ignacio Montes), secretário do mulherengo Sebastián (Tamar Novas); o médico Rojas ( Pepe Ocio), a cantora Clara (Laura Prat) e seu namorado Pierre (Daniel Lund), e Pedro (José Sacristán), tio de Eva e Carolina. Os nove episódios estão disponíveis na Netflix, que tem dado espaço a boas produções espanholas, como ”La casa de papel” e ”As telefonistas”.
A série já foi renovada para a segunda temporada.
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Cotação: Muito bom

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