Emma

Bonita, sagaz, inteligente e rica, Emma (Anya Taylor-Joy, de ”A Bruxa”) passa seus dias cuidando do pai idoso (Bill Nighy) e pensando em como unir casais. Feminista (mesmo sem o conhecimento dessa palavra), ela mesma não pensa em casar, mas agora tem um novo projeto: unir Harriet Smith (Mia Goth, neta da atriz brasileira Maria Gladys), uma jovem órfã, com o senhor Elton (Josh O’Connor, de ”The Crown”), muito querido na comunidade. Entre chás, apresentações musicais e passeios no campo, Emma cria diversas situações para fazer com que o casal se apaixone.

Um dia, Emma é apresentada a Frank Churchill (Callum Turner, de ”Apenas um garoto em Nova York”), herdeiro de grande fortuna. Quando a chegada do jovem abala a protagonista, surge uma dúvida de que talvez ele esteja apaixonado pela talentosa Jane Fairfax (Amber Anderson). Ao mesmo tempo, Emma precisa lidar com as implicâncias de Knightley (Johnny Flynn), que passa uma temporada em sua casa a convite de seu pai.

A vaidade de Emma faz com que ela não perceba as verdadeiras intenções de Knightley, que se torna uma bom amigo e tenta trazer algum senso para a jovem, que por vezes é irônica e grosseira com os menos favorecidos. Entretanto, ela é irresistível, dona de uma personalidade singular e capaz de despertar amor e ódio ao mesmo tempo. Emma é profunda, cheia de nuances e também medos. O filme é uma nove versão do romance ”Emma”, de Jane Austen, publicado em dezembro de 1815.
A direção de Autumn de Wilde é cheia de charme, e os tons rosados e amarelos do cenário contribuem para o clima do longa.

Cotação: Muito bom

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