5 perguntas para… Camilla Camargo

Camilla Camargo retorna aos cinemas após o nascimento de seu filho.
A atriz está no próximo filme do roteirista Rodrigo Pimentel, o mesmo de “Tropa de Elite” 1 e 2, que fala sobre o dia a dia das UPPs e que tem previsão de estreia para esse ano.
No longa, Camilla interpreta Luiza Bastos, repórter que está acompanhando o dia a dia das UPPs e acaba lidando com os fatos diários do que acontece na relação delas com a comunidade.

Ela é formada em em Rádio e TV pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, e se profissionalizou como atriz na Escola de Atores Wolf Maya. Sua estreia nos palcos teatrais foi no “O Musical dos Musicais”, em 2005. 

Na TV, atuou na novela da TV Globo “Em Família”, de Manoel Carlos e em ”Carinha de Anjo”, do SBT.

Confira entrevista exclusiva com a atriz:

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Camilla, obrigada pela disponibilidade em responder essa entrevista. Você veio de uma família de músicos (ela é filha do cantor Zezé di Camargo). Como surgiu seu interesse pela atuação? Sempre quis ser artista?

Comecei no teatro aos 8 anos de idade, acredito que foi quando comecei a me interessar. Na época de escola, sempre fui aquela que queria fazer os papéis principais femininos das peças. Então, comecei estudar desde aí. Sempre tive o incentivo para que eu fizesse o que eu amava e nunca sofri qualquer pressão para escolher qual caminho deveria seguir. As artes cênicas foi uma escolha bem natural mas também 100% pessoal já que embora também esteja no segmento da arte, é outro mundo, se comparado à música.

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Fale um pouco sobre sua preparação para o filme. Como foi o laboratório para viver sua personagem?

O filme revela os bastidores das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – e o conflito das políticas públicas na área de segurança.  Minha personagem estará cobrindo o dia a dia nas UPPs cariocas e acaba tendo que lidar com os fatos diários do que acontece na relação delas com a comunidade. Tive a oportunidade de conhecer e gravar na Tavares Bastos, uma favela pacificada, e onde se encontra o BOPE (que também conheci).

Foi um trabalho que fez minha admiração por essa profissão (jornalista) crescer. O trabalho na rua não é fácil. Repórteres vão para lugares que muitas vezes não sabem exatamente o que vão encontrar: se é realmente pacificado, com qual situação vai lidar. Imagina saber que vai ter que colocar um colete à prova de balas para trabalhar? Só me fez admirar mais. Todas as profissões têm que se amadas, mas essa exige uma coragem extra.  Já tinha respeito enorme e agora muito mais. O filme será protagonizado por Bianca Comparato e Marcos Palmeira, e tem também no elenco Zezé Motta, Rainer Cadete, e grande elenco.

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Você assistiu a filmes brasileiros como “Alemão” e “Tropa de Elite”? O que aprendeu com sua personagem?

Assisti sim, gosto muito e prestigio sempre nosso Cinema Nacional. Com a minha personagem, que é jornalista, ficou ainda mais claro  que sempre temos que olhar os dois lados da história, nunca ouvir só uma das partes.

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Que tipo de projeto te inspira? Qual personagem você ainda quer interpretar?

Projetos que fazem a gente refletir, que mexem com a gente, isso me instiga e ainda quero fazer muitas personagens diferentes. Mas claro que, como a maior parte das atrizes, tenho vontade de fazer uma vilã geniosa, complicada… quanto mais diferente a personagem for de mim, melhor.

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Pra fechar: estamos num momento de forte empoderamento feminino, com mulheres assumindo funções, principalmente no cinema, que eram consideradas masculinas. Como você avalia esse momento?

Acho essencial. A mulher tem um olhar diferente que só vem a agregar, e ver um mundo onde a mulher tem a voz que sempre mereceu, e nem sempre teve, foi algo que demorou muito pra acontecer, me faz feliz vivenciar esse momento. Só espero que daqui uns anos isso seja totalmente natural e não motivo de ser reparado, pois será orgânico ver mulheres em todos os campos e funções . 

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