Crédito: Fabio Audi

6 perguntas para… Anna Hartmann

Anna Hartmann, de 30 anos, é a protagonista de ”Reality Z”, nova série nacional da Netflix.
Nascida em Porto Alegre, ela estava no oitavo período da faculdade de Direito quando resolveu investir na carreira de atriz. Em ”Reality Z” ela vive a protagonista Nina, que sobrevive a um ataque zumbi que toma conta do Rio de Janeiro.

Atriz de teatro, Anna também pode ser vista nas séries ”Hard” ,”Onde Nascem os Fortes” e  ”Me Chama de Bruna’, além dos filmes ”O Pastor e o Guerrilheiro”, ”O Homem da Cabeça de Laranja”, a serem lançados em breve.


Saiba mais sobre a atriz nesta entrevista exclusiva:

1. Oi Anna, queria começar perguntando como surgiu seu interesse pelas artes. Pesquisando sobre você, li que estudou Direito até o oitavo período, é verdade?
Sim, é verdade. Deixei o direito no oitavo período para ir para São Paulo em busca da minha carreira de atriz.

2. Como foi trabalhar numa série de zumbis, gênero quase desconhecido no Brasil?  O que você destaca de mais interessante nesse trabalho?
A ideia me fascinou desde o início. Apesar de pouco explorado, sinto que o público brasileiro pode se identificar muito com o gênero. Durante as gravações procurei me colocar nas circunstâncias da personagem como em qualquer trabalho. O problema é que as circunstâncias de Nina, minha personagem, envolviam mortos-vivos devoradores de carne humana em um mundo em colapso (risos). Ou seja, tive que trabalhar o horror de forma muito profunda, o que é muito desafiador.

3. Conte um pouco sobre sua preparação para viver Nina. Você assistiu a filmes de zumbis, como os de George A. Romero?
Sim, assisti aos filmes do Romero e recorri à literatura de terror. Li muitos artigos que falavam sobre o significado dos zumbis, tão presentes na nossa cultura moderna e urbana. Descobri que para encontrar o horror diante daquela situação, teria que me aprofundar nos meus medos ancestrais, e para encontrar a força de heroína da Nina, teria que conhecer a minha própria força, os meus valores mais altos. Foi uma experiência intensa de estudo teórico e de referências audiovisuais, bem como uma profunda jornada de autoconhecimento.

4. Nina vive um pesadelo: primeiramente quando o vídeo íntimo vaza e depois quando o os zumbis começam a atacar o Rio de Janeiro. Sua personagem está no limite, desesperada, e ainda precisa explicar aos participantes do ”Olimpo” de que não se trata de uma pegadinha.
O que você faria se estivesse na situação deles?
Se eu tivesse na mesma situação dos participantes do Olimpo, provavelmente não acreditaria em Nina num primeiro momento, por mais desesperada que ela estivesse (e estava). É isso que torna a trama interessante e aumenta o desafio e o desespero de Nina. É o embate com personagens que não podem escapar das suas circunstâncias: um Reality show que se alimenta de situações bombásticas e sensacionalistas. É a tensão gerada por personagens fiéis ao seu arco dramático, que cria tramas interessantes como essa.

Crédito: Fabio Audi

5. Sua estreia na TV foi em “Onde nascem os fortes”, interpretando a personagem da Patrícia Pillar na juventude. Você também já fez teatro, séries e tem dois filmes a serem lançados. Tem vontade de fazer uma novela, por exemplo?
Tenho! Quero dialogar com o grande público. Eu, como toda brasileira, fui criada com essas referências e desejo estar num meio que me possibilite essa conexão mais profunda e extensa com o Brasil.

6. Quais personagens você gostaria de interpretar? Que tipo de trabalho te inspira?
O tipo de trabalho que me inspira é aquele que exija mais pesquisa (interna e externa). Gosto de trabalhar personagens complexos e contraditórios. Todo personagem é um universo de valores. Gostaria de interpretar personagens vilãs, pois sinto que isso exigirá de mim um olhar mais apurado para as minhas sombras, para aquilo em mim que evito olhar. Todo trabalho é uma oportunidade de cura.

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