Crítica: ”I am the night”

A história de Fauna Hodel (India Eisley) é inacreditavel: a adolescente de Nevada, nos Estados Unidos, descobre que foi adotada e sua vida muda de repente. Jimmy Lee (Golden Brooks) assume que a criou a pedido de uma cliente do bar onde trabalhava. Fauna foi criada como Pat, e para explicar sua pele clara, Jimmy dizia que a filha era filha de um homem branco.

Ao descobrir a verdade, Fauna entra em contato com seu avô, George Hodel, e decide ir a seu encontro em Los Angeles. Fauna não sabe que George é um homem perigoso e que pode ter sido responsável pelo assassinato de uma jovem, num caso que ficou conhecido como ”Dália Negra”. Em 1947, a prostituta Elizabeth Short foi encontrada em uma vala, com o corpo dividido ao meio e sem uma gota de sangue.

Para entender como Fauna vai chegar ao avô, a série mostra um personagem que vai unir todas as pontas: o repórter Jay Singletary (Chris Pine), um veterano de guerra que vai até o fim tentando provar o monstro que o médico Hodel realmente é. As histórias dos dois personagens custam a se unir, o que é bom, pois podemos ver os dois lados da mesma trama.

Nos EUA, “I am the night” foi precedido por um podcast contando a saga da família Hodel: “Root of Evil: The true story of the Hodel family and the Black Dahlia”. No programa ancorado pelas filhas de Fauna, Rasha Pecoraro e Yvette Gentile, a história incorpora mais detalhes sombrios sobre o clã, além de se aprofundar no caso da Dália Negra.

Pine e Eisley estão muito bem em cena, esbanjando carisma e formando boa dupla em cena.
A série é cheia de drama e mistérios, um prato cheio para quem gosta do tema, que fica ainda mais interessante por se tratar de um caso real. Fauna morreu em 2017. A série da TNT tem direção de Patty Jenkins (”Mulher Maravilha”).

 

Cotação: Muito bom

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