Formatos de tela

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O que é formatação de vídeo?

Há muitas coisas envolvidas na passagem de filmes cinematográficos para a televisão, isso porque consistem em mídias completamente diferentes. A película de filme é um meio físico. Ela é exatamente como o filme de sua câmera fotográfica , no qual informações visuais são gravadas através de reações químicas em material especial.

O vídeo, por sua vez, armazena a informação visual sob a forma de um sinal eletrônico que pode ser transmitido através de ondas de rádio, enviadas por cabo coaxial etc. Por isso, filme e vídeo têm propriedades muito diversas. Em primeiro lugar, eles não dividem imagens estáticas do mesmo jeito. Os quadros de imagem filmados são reorganizados sob o formato de vídeo para que um filme possa ser apresentado na televisão.

A questão mais controversa a este respeito é a modificação do formato da imagem a fim de que preencha uma tela de TV. Os produtores de vídeo mudam a maioria dos filmes de forma significativa após sua apresentação nos cinemas porque as telas de televisão têm um formato diferente do padrão dos filmes. Um modelo padrão de TV tem uma relação entre altura e largura de 4:3. Outra maneira para se expressar esta relação é 1.33:1, o que significa que uma tela de televisão é 1.33 vezes maior em largura do que altura.

Filmes para cinema são feitos com o uso de diferentes relações entre altura e largura, quase todas um pouco mais largas do que uma tela de televisão. Hoje em dia, as relações entre altura e largura mais freqüentes nos Estados Unidos são 2.35:1 e 1.85:1, mas alguns filmes são ainda mais largos. Enquanto a tela de televisão é mais semelhante a um quadrado, uma produção cinematográfica de 2.35:1, tem a largura maior que a altura.

Conseqüentemente, os filmes modernos não se ajustam automaticamente às telas de televisão. Para que se possa lançar um filme em VHS e DVD ou transmiti-lo pela televisão, produtores de vídeo e televisão têm que ajustar esta diferença. Há várias maneiras de se fazer isso e examinaremos cada uma delas. Também veremos por que televisões e filmes cinematográficos têm, a princípio, relações entre altura e largura diferentes, explorando assim o debate “widescreen X pan & scan”. Mas, antes, vamos ver o primeiro passo na formatação, que é a transformação de um filme em película para um filme em vídeo.

Letterbox

Não importa como foi filmado, a melhor maneira de se apresentar um filme em vídeo da forma como foi originalmente feito é aplicando o letterbox . Este formato apresenta a imagem completa e larga no meio da tela da televisão, com barras pretas em cima e embaixo. Assim, é mantida a relação entre altura e largura original do filme conforme apresentado no cinema, de forma que você vê tudo que o diretor pretendia mostrar. Por preservar a cinematografia original do filme, vídeos em formato letterbox, ou widescreen têm se tornado mais populares hoje em dia. O formato é bastante comum em DVDs, pois sua maior capacidade de armazenamento suporta tanto uma versão letterbox quanto uma versão full-frame , que utiliza toda a tela da televisão. Além disso, sua maior qualidade de imagem ajuda a neutralizar a perda de resolução causada pela redução da imagem do filme.

O problema com o letterbox é que ele encolhe a área visível na tela da televisão. Se você tiver um aparelho pequeno, por exemplo, pode se tornar complicado assistir ao filme, por isso, o formato letterbox não é o mais popular. O público geralmente se irrita mais com as barras pretas no alto e embaixo da tela do que com o fato de não estar vendo o filme da forma como foi originalmente concebido, assim, filmes apresentados no formato full-frame são bem mais freqüentes. No entanto, se você for estudante de cinema e quiser ter a experiência completa de um filme enquanto obra de arte, o formato letterbox é a única opção que resta.

Open Matte

Sabemos que um cineasta que roda um filme em formato soft matting expõe toda a área da película ao filmar. Se estiver usando filme de 35mm, a imagem completa terá uma relação entre altura e largura de 1.37:1, o que é bem próximo da relação entre altura e largura de 1.33:1 de uma televisão. Uma solução de formato é o open matte, em que se faz a cópia em vídeo do filme a partir de toda a área da película. A imagem, então, preenche toda a tela da televisão sendo cortada apenas uma pequena porção das laterais da imagem gravada.

O sucesso desse método depende de como o diretor filmou. Alguns diretores compõem cada tomada tanto com a imagem em soft-matting quanto com a imagem completa em mente. Quando olham na câmera, vêem a imagem completa exposta à película e um retângulo sobreposto indica a relação entre altura e largura cinematográfica. Nesse caso, o que mais se perde na formatação do vídeo é a composição visual. Então, se o seu interesse principal for seguir a trama de um filme e não tanto sua cinematografia, uma versão full-frame de um filme rodado em soft-matting provavelmente vai lhe cair bem. Um filme full-frame desse tipo não corta muito da informação visual, então você não irá perder detalhes ou pontos da trama por estar assistindo a uma versão Pan & Scan de um filme anamórfico ou feito em hard-matting.

No entanto, a imagem full-frame de um filme rodado em soft-matting nem sempre é utilizável. Muitos diretores rodam seus filmes em soft-matting mas ignoram por completo o que há por fora do matting cinematográfico. Se você pegar uma imagem completa desse tipo de filme, poderá até chegar a ver microfones suspensos, lâmpadas e aparelhos pendentes. Além disto, se o filme incluir efeitos visuais especiais (em inglês), haverá uma grande chance de eles terem sido aplicados apenas à porção que corresponde à relação entre altura e largura cinematográfica da imagem. Pode ser que algumas tomadas sejam utilizáveis e outras não. Neste caso, o formatador de vídeo pode escolher entre combinar tomadas full-frame com a formatação Pan & Scan para a imagem cinematográfica feita em soft-matting.

Pan & Scan

O método que praticamente substituiu os processos de cropping e de compressão é o Pan & Scan. Nesse processo, um técnico de vídeo vê o filme em sua relação entre altura e largura original e decide qual pedaço de filme irá aparecer a cada momento. Geralmente, isto significa focalizar elementos do filme que sejam mais importantes para a trama, o que, é óbvio, é uma decisão subjetiva. Se você tiver um personagem em cada ponta de uma tomada em formato widescreen, por exemplo, o operador de Pan & Scan irá decidir qual deles irá aparecer. Provavelmente ele irá mostrar aquele que estiver falando ou executando a ação mais evidente. Um operador Pan & Scan cuidadoso tentará representar diferentes aspectos importantes de uma tomada fazendo um “corte” entre as duas metades da tela, de forma que o que era, originalmente, uma tomada, se torne múltiplas tomadas. O operador também pode criar um pan (movimento horizontal da câmera sobre um eixo fixo) de um lado da imagem até o outro (daí vem o nome do processo).

Se um filme foi feito com lente anamórfica ou rodado em hard matting, as principais opções de formato são letterbox ou Pan & Scan. Se o filme foi rodado em soft matting, no entanto, há uma terceira opção.

 

Ta aí, um pouco grande, mas bem explicativo. Espero que tenha tirado todas as dúvidas.

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