Crítica: ”Nancy Drew” [1ª temporada]

O canal CW, o menor dentre os canais a cabo dos Estados Unidos, é famoso por séries como ”Gossip Girl”, ”Supernatural”, ”The 100”, ”Dynasty”, ”Supergirl”, ”Arrow” e ”Crazy ex girlfriend”, em sua maioria focada no público teen. Nos últimos anos, a menina dos olhos do canal se tornou ”Riverdale”, no ar desde 2017 e que já começa a dar sinais de cansaço.

Quem poderá substituir a linda turminha de amigos da cidade pequena, que passa grande parte do tempo se metendo em confusões e investigando mistérios? ”Nancy Drew”, disponível no Globoplay, chega para assumir o posto, sem dever nada para Betty, Archie, Jughead, Veronica e cia.

Na trama, seguimos a ruiva Nancy (Kennedy McMann), uma menina de 18 anos cujo sonho era sair da pequena cidade de Horseshoe Bay. Desde pequena, Nancy adora mistérios e ficou conhecida por resolver diversos casos bem mais rápido que a polícia.
Mas esses tempos são passado. Após uma tragédia familiar a atingir, Nancy precisa ficar na cidade e vai trabalhar no restaurante The Claw. Lá ela precisa lidar com a ex colega de classe George (Leah Lewis), uma garota rabugenta e que adora infernizar sua vida; Ace (Alex Saxon), o cozinheiro que quase não fala e Bess (Maddison Jaizani), que mora com sua tia rica na cidade.
Nancy namora com Nick (Tunji Kasim), que é mecânico.

Tudo vai bem com o grupo até que uma socialite é assassinada na porta do restaurante. Nancy e seus amigos, que estavam no local, são considerados suspeitos pelo crime e se unem para provar sua inocência. Nancy então retorna à vida de detetive para investigar o que aconteceu naquela noite e se se envolve numa trama que inclui um crime do passado, um vestido cheio de sangue, uma assombração e muitos segredos. Em quem confiar? O que George, Bess e Ace estão escondendo? Nick é realmente confiável? Nancy precisa entender tudo bem rápido e evitar que um inocente vá preso.

Bem mais madura que ”Riverdale” – afinal, logo no primeiro episódio a protagonista está na cama com o namorado – o show-nem-um-pouco-teen tem tons sobrenaturais na medida certa. Ainda que com algumas barrigas (afinal, são 18 episódios), a falta do ambiente de high school e a exploração de temas adultos indicam um avanço na trama.
Nancy é uma personagem complexa e com diversas camadas. Seus traumas a tornam real e o clima de ”quem matou?” é essencial para fazer a trama acontecer. Todos os atores estão muito bem em cena. Com ar meio anos 80 misturado com ”Twin Peaks”, o show merece sua atenção.

Cotação: Muito bom

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