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2016 está sendo um ano muito auspicioso para as séries, novas e antigas. Muitas estreias surpreenderam o público e estão batendo ótimos números de audiência. Uma categoria que surpreendeu muito esse ano foi a de séries fantásticas ou sobrenaturais. Nós separamos as 5 mais interessantes até agora e que valem a pena serem conferidas caso você esteja planejando boicotar as Olimpíadas, essa é uma ótima forma de ocupar seu tempo.

5 – Outcast

Narrativa: Outcast é uma adaptação do quadrinho homônimo de Robert Kirkman e tem como protagonista Kyle Barnss (Patrick Fugit), que é atormentado desde sua infância por possessões demoníacas, ele cresce para virar um exorcista. Por causa de sua estranha condição e do seu ofício, Barnss é um excluído social – como entrega o título da série –, descobrimos a história do protagonista através de flashbacks e conversas que ele tem com os demônios presente nos corpos de pessoas possuídas.

Formato: A série tem um formato semelhante com séries de horror como Supernatural, ou seja cada episódio possui um tema (uma possessão, no caso) que precisa ser desenrolado por Kyle Barnss e o reverendo Anderson (Philip Glenister) – que acompanha o protagonista – no entanto, tudo gira ao entorno de uma temática maior, no caso a estranha ligação de Barnss com o inferno.

O que deixa tudo interessante: Para quem ama horror do tipo O Exorcista, com muitos demônios feios, que fazem vozes assustadores, essa série tem tudo aquilo que chama a atenção nesse tipo de produção. Além disso, os momentos de suspense são muito bem criados, com longas pausas sonoras em enquadramentos escuros, um clichê do qual não nos cansamos.

Onde assistir: A série está sendo transmitida no canal de TV fechada Fox, mas você consegue encontrar facinho online.

 

4 – Dead of Summer

Narrativa: Dead of Summer conta a história de seis jovens que se inscrevem para serem instrutores no recém reaberto Camp Still Waters, onde quase todos criaram memórias inesquecíveis da infância juntos. O que esses jovens não esperam é que o acampamento tem uma memória mitológica própria que envolve satanismo, fantasmas e, aparentemente, sacrifícios de seres vivos (incluindo humanos).

Formato: Quem ama a narrativa de Jason Vorhees e seu Camp Crystal Lake, pode ficar um pouco decepcionado. A história não segue um serial killer, ávido por sangue de jovens com os hormônios a flor da pele, mas possui uma aura muito mais sombria e sobrenatural – principalmente levando em consideração as cenas de abertura do episódio piloto. Apesar da semelhança de formato com Scream, o medo gerado em Dead of Summer é muito mais do sobrenatural do que do humano.

O que deixa tudo interessante: Um grupo de jovens. Um acampamento isolado. Essa construção de plot parece típica e recorrente para você? Se sim, sentimos muito, mas Dead of Summer é tudo menos uma outra produção audiovisual de horror no estilo dos anos 80. A princípio é isso que parece, mas ao longo da série é notável na complexidade da construção dos personagens, onde cada um parece guardar um segredo muito maior que o Camp Still Water. Além disso, a trilha sonora da série é excelente, principalmente se você curte os sucessos dos anos 80 (estamos falando de coisas desde Janet Jackson até Guns’n Roses).

Onde assistir: Você pode assistir o primeiro episódio clicando aqui. Mais informações sobre a série no site Dead of Summer Br.

 

3 – Preacher

Narrativa: Preacher, assim como Outcast, é uma série adaptada do quadrinho homônimo de Garth Ennis e Steve Dillon, que fez sucesso no final dos anos 90. A série conta a história de Jesse Custer (Dominic Cooper), um pastor texano frustrado que é possuído por um demônio que foge do paraíso. Isso lhe concede poderes. Junto de uma ex-amante, Tulip O’Hare (Ruth Negga), e de um vampiro irlandês, Cassidy (Joe Gilgun), Custer precisa resolver problemas com demônios e entidades que – aparentemente – estão percorrendo anarquicamente a terra, possuindo pastores e líderes religiosos de várias regiões.

Formato: A série utiliza a estética dos quadrinhos recorrentemente em seus takes. Cortes secos, legendas – anunciando tempo e localização – chamativas e a direção dos atores com o mesmo fim. Além disso, Preacher também segue a lógica de Supernatural, cada episódio tem uma conclusão na plot “menor”, com o objetivo de resolver a plot, ou problema, “maior” – no caso, encontrar Deus que fugiu do Paraíso (acalmem-se, isso não é um spoiler).

O que deixa tudo interessante: Sangue. Preacher tem muito sangue e é tudo muito bem feito. As cenas de luta, de mutilação, de possessão e morte estão impecáveis, oferecendo um tom crível desejável. A estética de horror é indiscutível, para os amantes do gênero isso pode ser um grande salto. A série é completa e indiscutivelmente sobrenatural, mas muito mais madura do que estamos acostumados a ver deixando produções mais consagradas como The Walking Dead e Supernatural no chinelo. Os personagens são complexos e irritantes, mas muito, muito carismáticos.

Onde assistir: Preacher é, originalmente, da AMC. Aqui no Brasil não está sendo divulgada em nenhuma emissora atualmente (nosso chute iria para a Fox, em breve, pelos bons números que apresentou com o público americano).

 

2 – Residue

Narrativa: A série se passa em Londres, no futuro, e a história se desenvolve após uma explosão misteriosa em uma região da cidade, que mata milhares de pessoas e deixa uma área sob quarentena. Como a empresa responsável pela explosão não assume o que realmente aconteceu (e aparentemente, após o acontecido, coisas sobrenaturais parecem começar a possuir pessoas), o policial Levi Mathis (Jamie Draven), a fotógrafa Jennifer Preston (Natalia Tena) e seu marido, o advogado Jonas (Iwan Rheon), começam a investigar os acontecimentos da noite da explosão e o que pode estar possuindo as pessoas da cidade.

Formato: Residue é uma minissérie, portanto ela se limita 3 episódios, cada um com mais ou menos 40 minutos. Ela é rápida, dinâmica (até por conta desse formato) e muito fácil de assistir. Se possuísse mais temporadas, poderíamos compará-la com Sherlock, no entanto a história se finaliza em uma temporada e, realmente, não haveria motivos para continuidade.

O que deixa tudo interessante: Como Residue se passa no futuro, entramos em contato com muita tecnologia. Isso fica bem legal e dá uma prerrogativa do que pode existir futuramente (imagino que as pessoas que tenham lido “20 mil léguas submarinas” e tenham assistido De Volta Para o Futuro, na época em que foram lançados, devam ter sentido a mesma coisa), mas ainda com um toque bem realístico. Vemos hologramas, super telas de computadores enormes que possibilitam o uso de Photoshop com o touch OH GLÓRIA!, câmeras super legais que não precisam de flash e, ainda assim, também vemos carros detonados (nenhum voa), interfones de gente-como-a-gente e telefones celulares comuns. Um futuro, mas não tão distante assim.

Uma outra coisa que chama bastante atenção é a trilha sonora impecável. Ela cria a tensão de forma espetacular e, muitas vezes, parece se fundir com a musicalidade dos espaços em cena – como uma boate, ou o som de um rádio. Isso faz com que a imersão pareça mais instantânea. Um recurso em que poucas produções conseguem acertar.

Onde assistir: A minissérie está disponível na Netflix.

 

1 – Stranger Things

Narrativa: Nada acontece na pequena cidade de Montauk, até que Will Byers (Noah Schnapp) – um garoto nerd, com um grupo de amigos fanáticos por Dungeons and Dragons – desaparece, sem, aparentemente, deixar muitos rastros. Seus amigos, Mike (Finn Wolfhard), Lucas (Caleb McLaughling) e Dustin (Gaten Matarazzo), tentam encontrá-lo, enquanto a mãe de Will, Joyce (Winona Ryder) está convencida de que o garoto ainda está vivo e tenta se comunicar com ela. Nesse meio tempo, uma menina misteriosa (Millie Brown) aparece na cidade vestindo apenas um avental hospitalar. Logo no início, ela mostra possuir poderes impressionantes, o que cria a curiosidade de onde ela pode ter vindo e o que ela pode fazer. Os amigos de Will logo se juntam a menina para tentar encontrar o garoto perdido, mas para isso precisarão solucionar outros mistérios que envolvem sci-fi e o mundo sobrenatural.

Formato:  A série tem o formato bem tradicional, com mais ou menos 40 minutos cada episódio, no entanto é consideravelmente curta em comparação com outras produções da Netflix, tendo apenas oito episódios. Isso faz com que seja mais dinâmica, muitas coisas acontecem em apenas um episódio, mas sem efetivamente concluir nenhum problema da trama, dando a sensação de que estes acabam muito rápido. Stranger Things já foi confirmada para uma segunda temporada, no entanto sem previsão de lançamento.

O que deixa tudo interessante: Gosta de filmes dos anos 80? Você adora quando algum filme ou série apresenta easter eggs e referências a outras produções? Ama ficção científica, sobrenatural e mistério? Então Stranger Things pode ser a produção que você estava esperando todo esse tempo! Além disso, o elenco – dando ênfase nos 5 atores mirins e verdadeiras revelações – foi muito bem escalado e dirigido. A trilha sonora também se mostra imbatível, tanto que foi disponibilizado no Spotify uma playlist com trilha da série e vem fazendo bastante sucesso (estamos falando de The Clash, Joy Division, Reagan Youth…).

Onde assistir: Se você é um bom pagante da Netflix, não terá problemas em assistir a série por lá.

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image Fomos a Zombie Walk RJ 2015! Confira as fotos.

No dia 2 de novembro de 2015 aconteceu a anual Zombie Walk no Rio de Janeiro.

Zombie Walk consiste em uma espécie de intervenção do espaço público por fãs de zumbis, que se caracterizam como os aclamados seres do universo do horror e do gore para fazerem juntos, uma grande caminhada.

Segundo a organização Zombie Walk RJ, o evento tem como proposta promover uma invasão de zumbis na cidade. Nas fotos a seguir vocês verão que o evento é bem tranquilo, famílias inteiras estiveram presentes caracterizadas, muitas crianças e até mesmo algumas mulheres grávidas foram vistas. Todos caracterizados da melhor forma morto vivo.

A primeira Zombie Walk aconteceu em Toronto, no Canadá, no ano de 2003. Mesmo com apenas 6 participantes o evento chamou atenção do mundo inteiro. Em agosto 2005, também no Canadá, mas agora na província de Vancouver, aconteceu a primeira Zombie Walk de grande proporção, mais de 400 pessoas de fantasiaram de zumbis e caminharam pelo centro da cidade. No Brasil, a primeira Zombie Walk foi em Belém, no ano de 2006. No Rio de Janeiro, a caminhada aconteceu pela primeira vez em 2007, também no dia de finados.

Confiram as fotos da Zombie Walk RJ desse ano.

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Um agradecimento especial à organização do evento, a Zombie Walk – Rio de Janeiro, e ao pessoal da Black and White TV.

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