O estranho que nós amamos

Tensão, suspense e intrigas dão o tom de ”Os estranho que nós amamos”, novo filme de Sofia Coppola (”Encontros e desencontros”, ”Maria Antonieta”). O longa se passa em 1860, durante a Guerra Civil Americana, e acompanha duas professoras (Nicole Kidman e Kristen Dunst) e cinco alunas (Oona Laurence, Elle Fanning,  Angourie Rice, Addison Riecke e Emma Howard). A vida das sete mulheres muda com a chegada do cabo McBurney (Colin Farrell).

Edwina (Dunst) se encanta com McBurney, e desperta inveja nas outras, que desejam a atenção do recém chegado. Ferido, o militar passa grande parte do tempo no quarto, deitado, e recebe visitas das alunas, revelando um pouco de sua vida e também influenciando o comportamento delas.  O filme é baseado no romance homônimo de Thomas P. Cullinan, publicado em 1966 e causou burburinho no Festival de Cannes desse ano, onde Sofia levou a Palma de Ouro de Melhor Direção. O filme custou ”apenas” 10.4 milhões de dólares e foi gravado em 26 dias.

O estilo de Sofia, muito delicado e feminino, é impresso em muitos momentos da trama, desde o posicionamento da câmera até as cores lavadas, passando pelo figurino, espetacular, trabalho da figurinista Stacey Battat, que já havia trabalhado com Sofia.
A estética bucólica também se afirma na trilha sonora, que ficou a cargo da banda Phoenix. 

 

Cotação: Muito bom

Editora-chefe do site e bacharel em Estudos de Mídia pela UFF, trabalha com redes sociais e produz conteúdo para web desde 2012.
Curiosa e apaixonada por cinema, escreve aqui em sua ”Coluna Clichê” sobre os filmes que assiste no cinema e na TV.

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