Ad Astra – Rumo às estrelas

Uma história de pai e filho. Logo no início, Roy (Brad Pitt) nos é apresentado como um astronauta extremamente concentrado e racional. Tudo muda quando conhecemos a história de seu pai, H. Clifford (Tommy Lee Jones) – e é aí que as mudanças em sua estrutura psicológica ficam aparentes.

Mas é uma aparência inicialmente muito discreta. Pitt demonstra medo e raiva apenas com o olhar, de um jeito muito bonito. O astronauta passou a vida toda convivendo com o fantasma o pai, um homem sagaz, incrível, que desbravou o Universo em busca de respostas e nunca mais voltou.
Eventos recentes indicam que o astronauta desaparecido está vivo – e inclusive é o responsável por uma série de sobrecargas elétricas catastróficas pelo universo, então Roy  precisa estabelecer contato e encontrá-lo para que tais ocorrências tenham um fim.

A direção de fotografia de Hoyte Van Hoytema (de Interestelar) ajuda a dar o tom do filme: no início, muito escuro, depois azul, e mais ao final, vermelho.
Roy tem a ajuda de Helen (Ruth Negga) para entender o mistério que envolve seu pai. Essa personagem tem uma história de vida galacticamente ligada à de Roy, para desespero do protagonista.

Acostumado a encarnar figuras pomposas, Pitt surpreende nesse papel, construído através de micro-expressões e gestos singelos que sugerem muito mais do que o olho vê. O filme não é fácil de interpretar, é sutil e forte ao mesmo tempo . A direção é de James Gray (Z: A cidade perdida).

 

Cotação: Bom

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