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Jersey Boys: Em busca da música

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”Jersey Boys: Em busca da música” é o novo trabalho de Clint Eastwood. Se baseando na peça de sucesso em cartaz na Broadway desde 2005, o filme conta a história do grupo The Four Seasons, sucesso nos anos 60.
Comandados pelo afinado Frank Valli, o grupo lançou grandes sucessos como ”Walk like a man”, ”Sherry” e a inesquecível ”Can’t take my eyes off you”.

O filme mostra a caminhada dos meninos de New Jersey desde seu começo, em 1951, e a busca por uma gravadora até o fim do grupo, que se deu por conta de brigas entre os membros. 
A trajetória de transformação – de meninos pobres que cometiam pequenos roubos a grandes astros da música, que cometiam infidelidades e quase nunca paravam em casa – é mostrada de forma incrível pelos atores John Lloyd Young, Vincent Piazza, Erich Bergen e Michael Lomenda, que interpretaram respectivamente Frankie Valli, Tommy DeVito, Bob Gaudio e Nick Massi.
Gaudio, o principal compositor, mudou a história dos amigos quando se juntou ao grupo. 

Mesmo com quase 3 horas de duração e muitas músicas, o filme não chega a ser cansativo. O longa do diretor de 84 anos, cujo último trabalho foi ”Curvas da Vida”, de 2012, é maravilhoso, bem filmado e emociona. É possível se identificar com os dilemas do personagem principal, Frankie, que precisa se adaptar ao mercado da música e ao mesmo tempo manter-se fiel a si mesmo.
O final do longa, no Hall of Fame  no início dos anos 90, foi muito bem bolado. A cena final do filme é linda e divertida.

No elenco estão Christopher Walken como Gyp, Kathrine Narducci como Mary, a esposa explosiva de Frankie e a novata Freya Tingley (da série ”Hemlock Grove”) como Francine, filha de Frankie.

 

Cotação: Muito bom

Vizinhos

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Comédias norte americanas, em sua maioria, seguem a mesma fórmula: jovens adultos + bebida + maluquices + alguém caindo na piscina + polícia chegando + final moralizante e feliz. Em ”Vizinhos”, o resultado final é quase esse.

O filme conta a história de Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne), um casal de trintões que acabou de ter sua primeira filha e comprou uma casa num bairro tranquilo, buscando uma vida de qualidade e paz. Tudo começa a dar errado quando uma república estudantil, chefiada pelo sarado Teddy (Zac Efron), chega no bairro. A república  (ou fraternidade, como se fala nos EUA), fica exatamente na casa ao lado da de Mac e Kelly, trazendo muitos problemas para o casal.

Eles então, preocupados com suas noites de sono (e também com as de sua filha), resolvem parecer cool e ficam amigos de Teddy. Porém, quando não cumprem uma promessa e envolvem a polícia no meio da confusão, provocam Teddy e sua turma, que declaram guerra ao casal. Kelly e Mac usam suas armas mais ”intelectuais”, como destruir a amizade entre Teddy e Pete (Dave Franco); enquanto Teddy, Pete e os outros meninos fazem festas cada vez mais malucas, e chegam ao ponto de roubar o airbag do carro de Mac só para pregar uma peça nele – no trabalho.

Utilizando situações bizarras e por muitas vezes cômicas, ‘Vizinhos’ é bobo, nonsense, mas que diverte. Se o espectador procura um filme leve e com algumas piadas escatológicas, esse é o filme ideal. Zac Efron, o eterno Troy de ”High School Musical”, se sai bem na comédia. Ele já havia provado seu valor no fofo ”Namoro ou Liberdade”, e tem tudo para ser cotado para bons projetos nos próximos anos.
Rogen e Byrne funcionam como casal desajustado, embora Rogen interprete sempre o mesmo personagem: ele mesmo.

 

 

Cotação: Bom

Transcendence

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Johnny Depp já foi sinônimo de boa bilheteria. Nos início dos anos 90, quando brilhou nos excelentes ”Cry Baby”, ”Ed Wood” e ”Edward Mãos de Tesoura”, o ator era tido como jovem promessa hollywoodiana, mesmo com seu jeito excêntrico, atitudes de bad boy (quem não se lembra de seus problemas com bebidas alcoólicas?) e relacionamentos conturbados.

O tempo passou, Depp cresceu e se meteu em projetos estranhos, como ”Profissão de Risco” e ”Do Inferno”, e apenas em 2003 encontrou redenção como o excelente Jack Sparrow, de ”Piratas do Caribe”. O pirata, sem dúvida o ponto alto de sua carreira, parece que não saiu dele até hoje, e o espectador tem certeza disse ao assistir ao seu novo longa, o fraco ”Transcendence”.

Na trama, o ator interpreta Will Caster, um cientista que pretende criar a primeira inteligência artificial consciente. Ele se torna alvo de um grupo de extremistas que são contra o avanço da tecnologia e, num atentado, é envenenado. Antes de morrer, ele faz com que sua esposa, Evelyn (a linda Rebecca Hall, de ”Vicky Cristina Barcelona”), transfira sua mente para um computador. Will, então, se torna cobaia de seu próprio experimento.

Com a ajuda de seu amigo Max (Paul Bettany), Evelyn cria uma super máquina que cura pessoas doentes e as torna superpoderosas, fortes, rápidas, porém apáticas. O filme, então, começa a ganhar ares de suspense, quando Will começa a querer controlar Evelyn de um modo tão esquisito que chega a incomodar. O personagem, além de parecer não perceber que morreu e virou um computador, parece o pirata Jack Sparrow com óculos de grau, falando enrolado e não chegando a lugar nenhum.
O filme, que tenta mostrar ”o lado ruim da tecnologia”, é fraco e se arrasta, numa trama que não gera empatia, mas sim desprezo, durante tristes 119 minutos. Fica claro para o espectador o sofrimento de Evelyn, que é atormentada por Will durante grande parte da trama. Morgan Freeman, que poderia salvar o filme, aparece pouco, o que é lamentável. O thriller futurista se perde em si mesmo, e ”Transcendence”, assim como os últimos trabalhos de Depp, é um filme para ser esquecido.

 

Cotação: Ruim